Os leitores deste blog devem se lembrar do post que escrevi tempos atrás, falando sobre o preço dos ingressos das frisas para o desfile do Grupo de Acesso A – a “Segunda Divisão” do samba.
O sistema de reserva das mesmas é um tanto quanto arcaico: na era da internet, você envia um fax (!) para a Central de Reservas, e torce para que sua solicitação seja atendida. A resposta é dada alguns dias depois e, se contemplado, o sortudo precisa ir a uma agência bancária, com dinheiro vivo nas mãos, para efetuar a compra e retirar os ingressos. Ficando sujeito a cambistas, ladrões…
Sexta feira passada foi o dia de passar o tal do fax. Ao contrário do ano passado, meu dedo chegou a ficar doendo de tanto apertar o botão do ‘redial’. Entretanto, somente consegui passar o fax às dez da manhã em ponto, de modo que como solicitei Setor 3 (o mais concorrido) estou bastante pessimista em obter sucesso em minha solicitação.
Aí terei de recorrer a amigos que, eventualmente, tenham sobra de ingressos em suas reservas.
Agora, o sistema em questão é bastante arcaico, além de deixar muitas dúvidas sobre a lisura do processo. Quem garante que as frisas realmente serão ocupadas pela ordem de envio dos documentos ?
A tecnologia já permite soluções mais rápidas e mais seguras, como a venda pela internet ou mesmo com a reserva feita via e-mail. Há sites que oferecem venda de ingressos, com pagamento via cartão de crédito e entrega em casa, sem riscos de assalto ou de perda.
Mas não, o que importa é tornar menos transparente o processo e complicar a vida do cliente, que paga caro e recebe em troca um serviço com muitas deficiências.
Vamos ver o resultado das reservas amanhã.
(Na foto, Caprichosos 2009. Foto de Fabrício Gomes)

Atualização 28/01 às 11:45: obviamente, minha reserva não foi aceita. Agora é correr atrás de alternativas para não ficar de fora da festa.