Na última semana foi divulgada uma pesquisa presidencial dando conta de que a exposição da Ministra Dilma Roussef já teria feito diminuir para apenas sete pontos a distância para o candidato tucano, o Governador de São Paulo José Serra.
Entretanto, acredito que seja muito precoce uma análise precisa do quadro eleitoral para as eleições de outubro. A tradição brasileira indica que o povão somente irá se ligar nas eleições em meados de julho, após a Copa do Mundo. Qualquer análise ou vaticínio feito agora será extremamente impreciso.
Outro ponto que deve ser desconsiderado é a influência das enchentes na candidatura de Serra. Com a blindagem feita pela TV Globo em seu noticiário – a culpa, de acordo com o Jornal Nacional, é “do malvado e sem coração do São Pedro” – e este sendo o mais assistido, somente uma parcela mais instruída ligará os fatos à inépcia (real) do governador e de seu afilhado político, o prefeito Gilberto “o pobre que se dane” Kassab.
Apesar da campanha pró-tucanos feita pela grande imprensa, e que tende a se tornar uma guerra com o passar dos meses e a aproximação das eleições, na minha visão o que deve decidir a eleição é uma palavra: economia.
Se não houver nenhuma grande crise e, concomitantemente o pobre continuar fazendo mercado todo mês acho que o Presidente Lula tem tudo para fazer seu sucessor ainda no primeiro turno. Depois da Copa, com a economia em crescimento, se ele chegar e disser “meu candidato é o Pedro Migão” o Pedro Migão se elege presidente do Brasil.
Lógico que é uma brincadeira – até porque nem poderia ser candidato por não ser filiado a nenhum partido político – mas é apenas um exemplo para que meus 47 leitores possam entender que, no Brasil, o eleitor vota especialmente com o bolso.
Até porque há a percepção geral – o que é ruim – de que “todo político é safado.” Esta percepção mascara a questão principal, que os políticos são reflexo da sociedade. Se são safados, é porque o povo brasileiro, em média, adora “levar uma vantagem.”
Havendo alguma alteração séria de conjuntura econômica o jogo muda totalmente de figura. Não acredito em nada muito grave até o final do ano, mas faço a ressalva.
Por outro lado, se realmente o Presidente Lula fizer o sucessor tenho dúvidas se ele conseguirá assumir o cargo. Não me surpreenderia com um golpe via Judiciário ou mesmo a quartelada pura e simples. Mas isto é papo para depois.
(Imagem: Viomundo)
Muita calma nessa hora. A candidata do governo está em plena campanha, desde abril do ano passado. Plena campanha mesmo: todos os eventos que o presidente vai, ela está ao lado. Ate inauguração de campo de futebol em Brocoió ela vai. Era de se esperar que subisse nas pesquisas – inclusive pq o candidato do PSDB ainda não é candidato oficialmente – se perguntado, ele nega. Quando ele oficializar a coisa e a candidata do PT se desincompatibilizar do cargo – deixando de aparecer publicamente ao lado do presidente – aí sim, veremos as pesquisas. Nos debates, a tendencia é que ela seja engolida pelos adversarios, ja que nao tem o minimo traquejo e malicia político.
Outra coisa: o governador de SP nao pode ser unicamente responsabilizado pelas chuvas. Se for assim, o governador do Rio (que mantem uma relação de lua de mel eterna com o presidente) tambem pode ser culpado pelas tragedias de Angra e Ilha Grande. Outra coisa: não ha blindagem da mídia. Basta assistir o JN todos os dias e ver que o prefeito, do DEM, é criticado e vaiado em frente as cameras.
evidentemente, é um exercício de futurologia, Fabrício.
Realmente o 2ºmandato político do Presidente Lula foi bom, caminhando para o excelente, depois do susto de quase não ter conseguido ser releito, o “Lulinha, Paz e Amor” resolveu parar de fazer politicagem e começou a trabalhar, dando continuidade ao Governo FHC com o diferencial da inclusão do Social em nosso País … Com certeza quem ele apoiar será eleito, embora em minha humilde opinião política, eu seja a favor da renovação !!!