Fomos primeiro ao Beira Rio, o estádio do Internacional. Chegando lá, certa decepção: não há visitas guiadas, não se pode acessar o campo de jogo – o time estava treinando, pois tinha jogado no sábado – não há acesso à sala de troféus nem a nenhuma das dependências do estádio. A loja oficial estava fechada para reformas e havia apenas uma espécie de ambulante vendendo bonés, nada mais.
Não havia ninguém que pudesse informar nada: tive de perguntar a alguns torcedores se havia possibilidade de visita. Apesar da minha camisa azul, assim que identificado como carioca as pessoas, populares, tentaram me ajudar: mas sem muito sucesso. Aliás, percebi que ser carioca e rubro negro abre portas no Beira Rio – há uma cultura de “clubes irmãos”.
Sem dúvida alguma em todas as visitas que fiz a estádios pelo Brasil foi onde encontrei maior dificuldade. Não havia um único funcionário para orientar eventuais turistas e confesso que saí bastante frustrado do local. Não posso dizer que me senti maltratado, mas sim ignorado.
Não me parece que há uma visita guiada pelas dependências – e nem teria tempo para isso – mas pode-se acessar o campo de jogo, tirar fotos lá dentro e embora tenha teoricamente de se pagar R$5 para se entrar na sala de troféus são permitidas fotos na entrada desta. Os funcionários foram atenciosos, mesmo após ter me identificado como carioca e rubro negro – somos rivais do clube gaúcho.
O campo de jogo permite uma boa visão total, pelo menos do ponto onde acessei as arquibancadas inferiores. Entretanto, as arquibancadas inferiores são bastante desconfortáveis, ainda mais quando se compara, por exemplo, com o Engenhão. Atrás dos gols me pareceu um pouco mais distante, mas sem ser o exagero verificado em estádios como o próprio Engenhão ou o Brinco de Ouro da Princesa. O setor superior possui cadeiras.
Repare também, leitor, que nada há na cor vermelha. Até o símbolo da Coca Cola é preto.
Sem dúvida alguma, pelo menos neste “GreNal” particular o Grêmio obteve uma ampla vitória. Estádio bem cuidado, melhor recepção e mais atenção ao turista. Por outro lado, como sempre ocorre nestas ocasiões, me dá raiva em saber que o Flamengo não possui uma estrutura nem minimamente comparável, seja em que quesitos considerar – à exceção da loja oficial que é iniciativa exclusiva da Olympikus.
Não irei escrever post específico sobre a cidade, mas a capital gaúcha não me despertou muitas atenções. Um centro um tanto quanto semelhante ao carioca – mas menos imponente – belas paisagens ao redor do Guaíba e não muito mais. A cidade possui bastante museus, mas em minha curta estadia não tive como explorar este tipo de atração.
Vale destacar para o turista que o serviço de táxis é muito bom: barato e com motoristas atenciosos. A ponto de uma das corridas que fiz ter dado o mesmo valor na ida e na volta, inclusive nos centavos.
Visitei o Centro de Cultura Mário Quintana. Após uma certa confusão – o site informa que abre pela manhã, e não abre – pude ver a recriação do aposento onde o poeta viveu seus últimos dias, com objetos pessoais originais, e mais um pequeno memorial. Também havia uma exposição dedicada à cantora Elis Regina, que em janeiro último completou 30 anos de falecimento. Satisfiz minha curiosidade, mas confesso que esperava mais.
Como já expliquei em post anterior não tive muitas chances de conhecer restaurantes na cidade, então não irei fazer considerações. Mas indico o “Bier Markt”, alvo de post anterior, como um bom lugar para se beber boas brejas.
Devo retornar à cidade com um pouco mais de calma no meio do ano, ainda que a trabalho. É possível que tenha condições de estabelecer uma imagem mais precisa da capital gaúcha nesta oportunidade.
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