Retomando a série de posts sobre a (não tão) recente viagem de férias, escreverei um pouco aqui sobre a visita que fiz aos estádios dos dois principais clubes gaúchos, o Grêmio e o Internacional. Fiz um “city tour” pela capital gaúcha na manhã do dia 30 de janeiro, mas como foi algo personalizado tivemos como direcionar aonda gostaríamos de ir.

Fomos primeiro ao Beira Rio, o estádio do Internacional. Chegando lá, certa decepção: não há visitas guiadas, não se pode acessar o campo de jogo – o time estava treinando, pois tinha jogado no sábado – não há acesso à sala de troféus nem a nenhuma das dependências do estádio. A loja oficial estava fechada para reformas e havia apenas uma espécie de ambulante vendendo bonés, nada mais.

Não havia ninguém que pudesse informar nada: tive de perguntar a alguns torcedores se havia possibilidade de visita. Apesar da minha camisa azul, assim que identificado como carioca as pessoas, populares, tentaram me ajudar: mas sem muito sucesso. Aliás, percebi que ser carioca e rubro negro abre portas no Beira Rio – há uma cultura de “clubes irmãos”.

Pude perceber, entretanto, que a estrutura é bastante satisfatória, com campos de treino e uma ampla área adjacente ao estádio. Entretanto, o tratamento ao turista é praticamente inexistente: não se pode adentrar ao estádio, não se pode visitar outras dependências e ainda que a loja estivesse fechada para reformas sequer havia um espaço para se comprar uma camisa do clube.

Sem dúvida alguma em todas as visitas que fiz a estádios pelo Brasil foi onde encontrei maior dificuldade. Não havia um único funcionário para orientar eventuais turistas e confesso que saí bastante frustrado do local. Não posso dizer que me senti maltratado, mas sim ignorado.

(Única foto que consegui tirar do campo)
Após passar por um mirante onde se pode ver praticamente toda Porto Alegre – onde tirei a foto panorâmica do Beira Rio que se vê no início do post, fomos ao Estádio Olímpico, que fica no bairro da Azenha. Não deixa de ser uma oportunidade histórica, pois o estádio será demolido no final deste ano e o clube passará a jogar em uma moderna arena que está sendo construída próxima ao aeroporto. Não tive oportunidade de visitá-la mas este novo estádio do Grêmio já foi tema de post aqui no Ouro de Tolo.
Achei bastante diferente a recepção.

Não me parece que há uma visita guiada pelas dependências – e nem teria tempo para isso – mas pode-se acessar o campo de jogo, tirar fotos lá dentro e embora tenha teoricamente de se pagar R$5 para se entrar na sala de troféus são permitidas fotos na entrada desta. Os funcionários foram atenciosos, mesmo após ter me identificado como carioca e rubro negro – somos rivais do clube gaúcho.

O campo de jogo permite uma boa visão total, pelo menos do ponto onde acessei as arquibancadas inferiores. Entretanto, as arquibancadas inferiores são bastante desconfortáveis, ainda mais quando se compara, por exemplo, com o Engenhão. Atrás dos gols me pareceu um pouco mais distante, mas sem ser o exagero verificado em estádios como o próprio Engenhão ou o Brinco de Ouro da Princesa. O setor superior possui cadeiras.

Curioso é que as dependências estão bem mais conservadas que as do Beira Rio, ainda que o estádio esteja “marcado para morrer”. Deve-se levar em conta que o Beira Rio deverá ser reformado para a Copa do Mundo – embora alguns gaúchos com quem tenha conversado em minha curta estadia pela cidade achem que no final das contas a nova arena do Grêmio é que acabará sediando as partidas – mas ainda assim foi algo que muito me chamou a atenção.

Repare também, leitor, que nada há na cor vermelha. Até o símbolo da Coca Cola é preto.

O espaço é nitidamente menor que o Beira Rio: além do estádio há apenas um campo de treinamento pelo que pude perceber. A loja oficial, embora não muito grande – é bem menor que a “FlaConcept” da sede da Gávea, por exemplo – tem uma excelente variedade de produtos e vendedores bastante atenciosos. 
Comprei uma camisa para a minha coleção e ainda me permiti uma gozação com a atendente, ao lembrar que estava visitando o estádio onde Nunes havia feito o gol do título brasileiro de 1982. Há que se ressaltar, porém, que em todo lugar há uma lojinha de produtos do Grêmio e do Inter – até no isolado Alpen Park em Canela e na loja de fábrica da Tramontina!
Aliás, é uma sensação bastante interessante olhar para a baliza onde conquistamos este título e imaginar que cerca de 15 mil rubro negros estavam lá naquela ocasião. Também é interessante imaginar que o estádio não mais estará lá ao final deste ano.

Sem dúvida alguma, pelo menos neste “GreNal” particular o Grêmio obteve uma ampla vitória. Estádio bem cuidado, melhor recepção e mais atenção ao turista. Por outro lado, como sempre ocorre nestas ocasiões, me dá raiva em saber que o Flamengo não possui uma estrutura nem minimamente comparável, seja em que quesitos considerar – à exceção da loja oficial que é iniciativa exclusiva da Olympikus.

(Taça Libertadores da América, acima)

Algumas Notas sobre Porto Alegre

Não irei escrever post específico sobre a cidade, mas a capital gaúcha não me despertou muitas atenções. Um centro um tanto quanto semelhante ao carioca – mas menos imponente – belas paisagens ao redor do Guaíba e não muito mais. A cidade possui bastante museus, mas em minha curta estadia não tive como explorar este tipo de atração.

Vale destacar para o turista que o serviço de táxis é muito bom: barato e com motoristas atenciosos. A ponto de uma das corridas que fiz ter dado o mesmo valor na ida e na volta, inclusive nos centavos.

Visitei o Centro de Cultura Mário Quintana. Após uma certa confusão – o site informa que abre pela manhã, e não abre – pude ver a recriação do aposento onde o poeta viveu seus últimos dias, com objetos pessoais originais, e mais um pequeno memorial. Também havia uma exposição dedicada à cantora Elis Regina, que em janeiro último completou 30 anos de falecimento. Satisfiz minha curiosidade, mas confesso que esperava mais.

O aeroporto me lembra muito o Afonso Pena, de Curitiba, tanto no tamanho quanto na arquitetura, ou seja, é acanhado – na verdade ainda é menor que o da capital paranaense. Por outro lado é bem mais perto do centro da cidade.

Como já expliquei em post anterior não tive muitas chances de conhecer restaurantes na cidade, então não irei fazer considerações. Mas indico o “Bier Markt”, alvo de post anterior, como um bom lugar para se beber boas brejas.

Devo retornar à cidade com um pouco mais de calma no meio do ano, ainda que a trabalho. É possível que tenha condições de estabelecer uma imagem mais precisa da capital gaúcha nesta oportunidade.

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