Nesta quarta feira, a edição especial da coluna “Sobretudo”, assinada pelo publicitário Affonso Romero, traz um manifesto voltado à gestão dos clubes brasileiros e, em especial, ao Flamengo. Só tenho a dizer que assino embaixo de tudo o que está escrito no texto.Preparem-se.

O Flamengo que não pode ser – e aquele que tudo poderá

Volto a um tema restritivo, uma vez que apesar de a maioria do universo ser composta por rubro-negros (alguns nem sabem que são), outros poucos leitores poderão se desinteressar pelo que este modesto colunista tem a dizer, por tratar-se de assunto externo a seu cotidiano.Mas engana-se o leitor que, sendo torcedor de outro clube, imagine que o Flamengo nada tenha a ver com suas preocupações. Caso o amigo acompanhe futebol e o mundo esportivo, peço que me siga por mais algumas linhas, pelo menos.

Qualquer dos grandes clubes brasileiros deveria liderar uma revolução na gestão do nosso esporte. O Flamengo, como time de maior torcida, e maior marca esportiva do País, deveria ter esta transformação como missão obrigatória. Senão por motivo mais nobre, que seja para salvar a si mesmo.

Discute-se bastante a estrutura societária, a democratização do acesso ao voto nos clubes de massa, a transformação em clube-empresas, a separação entre futebol e clubes sociais, a negociação das dívidas e várias questões que, a meu ver, deveriam ser subsidiárias a um tema mais importante: o modelo de gestão.

Pode-se encontrar, dentre os clubes de sucesso neste hoje mercado global do esporte, variados modelos societários: Milan, Chelsea e Manchester United têm um único controlador, o Barcelona tem dezenas de milhares de eleitores. Qual o modelo mais eficiente? Parece uma pergunta menor, uma vez que se chega ao sucesso por um ou outro caminho. Entretanto, nenhum destes grandes clubes tem uma forma amadora de gestão.

Alguns defensores do amadorismo vão lembrar, com boa parcela de razão, que os clubes brasileiros construíram uma bela história já centenária contando com a gestão abnegada de alguns seus sócios, eleitos para tal. A bem da verdade, durante décadas os grandes clubes europeus também trilharam esta estrada.

O que houve desde então foi uma mudança de paradigma. De duas a três décadas para cá, o esporte – notadamente o futebol – passou a contar com o aporte de recursos de outras vertentes da indústria do entretenimento, entre as quais os conglomerados de comunicação, as empresas fornecedoras de material esportivo e os grandes anunciantes, em meio a processo de crescente globalização.

Ora, o tipo de negócio em que os clubes se viram envolvidos passou a ser desenvolvido por partes desiguais: enquanto as empresas parceiras são representadas por profissionais altamente qualificados, a maioria dos clubes permaneceu representada por dirigentes amadores – com claro prejuízo para os clubes. Por outro lado, as cifras em tais negociações cresceram exponencialmente, sem que tenha havido um mínimo de racionalidade no uso desses recursos por parte dos clubes que não profissionalizaram sua equipe de gestores.

O resultado é um mercado atípico, em que houve uma transferência de ganhos maior à mão de obra do que aos empregadores. Isso se deve ao fato de que o valor médio pago a atletas e técnicos subiu mais do que os ganhos das instituições esportivas, movidos pela passionalidade de dirigentes e pela boa percepção de oportunidade por parte de representantes e empresários. O crescimento dos valores arrecadados, em lugar de aumentar as possibilidades de desenvolvimento destes clubes, ao contrário, provocou um mergulho na desordem financeira e uma situação geral de insolvência.

Enquanto isso, aqueles que deveriam ser os maiores ativos dos clubes – suas marcas e a relação institucional com as massas de torcedores que medem a sua grandeza – em vez de se incrementarem, deterioram. Some-se o crescimento de marcas esportivas estrangeiras e o avanço de outras facetas mais profissionalizadas da indústria do entretenimento, temos uma situação caótica aparentemente irreversível. Pelo menos, sem que haja uma nova mudança de paradigma.

Eu escrevi aqui mesmo neste blog uma coluna sobre os achincalhes que o Flamengo anda sofrendo sob o olhar passivo de sua atual Diretoria, até com a colaboração indireta dela. Naquele texto, um caso fortuito com o Diego Maurício, de importância menor, simbolizava o desleixo pela imagem do clube. Eu ainda elencava outros exemplos.

De lá para cá – e em tão curto tempo – o Flamengo colecionou outros descasos até maiores, como a lentidão em contratar um dirigente remunerado para futebol, a interferência sistemática de Vice-Presidentes uns nas áreas de atuação de outros, a declaração do não pagamento de impostos, a revelação de um balanço para lá de confuso e polêmico, a eliminação prematura em todas as competições do futebol no semestre, um período longo sem jogos e poucos treinamentos, a inação e o improviso na contratação de reforços, o debate público acerca de salários em atraso, além de intermináveis declarações oficiais inadequadas.O Clube de Regatas do Flamengo, glória do esporte nacional, é vítima de um processo de encolhimento institucional (se existisse, a melhor palavra seria “apequenamento”) e exemplo daquilo que não deve ser feito na gestão de instituições congêneres. Vou evitar o lugar-comum da crítica fácil às pessoas que vêm dirigindo o clube nos últimos anos.

Conheço algumas delas, e dentre elas várias pessoas de bem, alguns inclusive muitíssimo bem sucedidos em suas vidas pessoais e profissionais.

Mesmo aqueles que têm experiência, conhecimento técnico e capacidade intelectual para atuar nas muitas atividades da gestão de um clube, costumam falhar quando fazem o papel do dirigente esportivo voluntário: misturam a paixão e a razão, o imediatismo e o necessário planejamento estratégico, o compromisso para com a instituição e as obrigações pessoais privadas, o administrador e o torcedor.

O Flamengo faz péssima gestão de sua marca, é comumente associado a escândalos, brigas internas políticas inócuas, desrespeito a hierarquias, processos confusos, contratos mal alinhavados e raramente cumpridos, um ambiente e uma cultura interna que, sinceramente, dificilmente poderia vir a atrair parceiros confiáveis e interessados na obtenção conjunta de resultados positivos numa relação estável e segura.

No momento em que começa a se desenhar o quadro eleitoral cujo desfecho se dará no final do ano, quando da eleição da Diretoria para o próximo triênio, vê-se candidatos divididos entre aqueles que pretendem perpetuarem-se num grupo de poder que se metamorfoseia para manter-se igual ou aqueles que apresentaram-se de forma novidadeira como representantes de uma pseudo-mudança, ainda que reproduzindo discursos, perfis e hábitos antigos.

Parece bastante claro que uma mudança passa, necessariamente, pela determinação em dar ao clube um choque de gestão profissional incondicional. Há, para a Diretoria eleita, um espaço político necessário e útil, qual fosse o respaldo institucional, o estabelecimento de metas, a contratação de uma equipe de gestores profissionais, a avaliação dos resultados obtidos a médio prazo e a validação ou redefinição das soluções adotadas, em períodos e ciclos pré-configurados.

Caberia à equipe de gestores profissionais tomar as decisões administrativas, decidir sobre cada uma das questões pertinentes às mais diversas atividades do clube, traçar planos executivos, preparar e gerir contratos, explorar oportunidades, negociar com atletas e seus representantes, valorizar a marca e otimizar todas as tarefas de gestão. Tudo isso com autonomia delegada e sob regras predeterminadas de governança corporativa, palavra chave neste novo momento.

O Flamengo estaria em conformidade com seu atual Estatuto, com a Diretoria eleita cumprindo sua missão de definir ONDE o clube deve chegar (objetivos) e um grupo de gestão profissional definindo COMO chegar (gestão) a tais metas, sob regras claras, sem sobressaltos ou interferências políticas cotidianas, com transparência de ação, num ambiente negocial de alto nível.

Este não é um caminho a ser adotado pelo Departamento de Futebol, nem por este ou aquele setor, mas pela instituição por inteiro, sob a liderança politica de um Presidente que tenha a grandeza de saber delegar a gestão cotidiana a um grupo de profissionais liderado por um CEO (ou outro nome que se queira dar ao cargo) com formação sólida, compromisso com o resultado, método administrativo, experiência em gestão de instituições de grande porte e uma equipe bem articulada. Ou seja: um choque de gestão profissional.

O problema real consiste em conciliar, num grupo a ser eleito para liderar esta revolução, paixão pelo Flamengo e a clara noção de que esta mesma paixão inviabiliza uma gestão racional. Conciliar conhecimento profundo da questão e humildade para abrir mão da gestão direta sobre os dilemas cotidianos.

A minha impressão pessoal é que ao cruzar as portas do clube, o torcedor-dirigente típico não se contém e se sente obrigado a interferir, participar, aparecer, falar além da conta – mesmo aqueles que antes se diziam comprometidos com a ideia de profissionalização. No fundo, o torcedor que habita em nós faz com que todos queiram “escalar o time” quando detém poder para tal.

O Presidente hipoteticamente ideal deveria ser “impedido” de entrar no clube, sentar à mesa, resolver qualquer assunto do dia-a-dia. Que dê as diretrizes, avalie e reconduza a médio prazo, mas não interfira na ação.
Este é o modelo ideal a meu ver.

26 Replies to “Sobretudo – "O Flamengo que não pode ser – e aquele que tudo poderá"”

  1. Concordo plenamente. Não há outro caminho pro Flamengo se reerguer. O problema é que, infelizmente, como bem dito pelo colunista, não parece haver luz no fim do túnel. Não há um único candidato que levante essas bandeiras. A tendência é de nós, torcedores, penarmos por anos a fio com essas gestões pavorosas, com reflexos imediatos dentro das quatro linhas. Se tivemos Zico como nosso messias de chuteiras, precisamos agora de um messias da cartola, que consiga enxergar essa necessidade de profissionalização da instituição. Que São Judas Tadeu nos ajude a encontrar logo essa pessoa.

  2. Affonso, você é sócio? Deveria se lançar candidato a presidente com esta proposta. É disto que precisamos!

  3. Excelente texto! Muito bom saber e notar que a grande nação rubronegra está aprendendo amar o Flamengo com razão e paixão. Também acho que o Flamengo deve liderar a descartelização do Futebol. Futebol é uma industria de entretenimento. Como tal. deve ser gerido com práticas de gestão profissional, governança e com rotatividade de poder. Deve banir políticos e voluntários da sua gestão! O Clube pertence aos sócios que frequentam a Gavea para tomar banho de piscina, lanchar e fazer exercícios. O Time de Futebol do Flamengo pertence aos Torcedores!!!
    abraços em vermelho e preto, Flacó

  4. Um texto impecável! Resume de forma perfeita a falência do amadorismo e a imperiosa necessidade de adoção pelo clube de um modelo profissional. Não é mais admissível que uma potência esportiva como o Flamengo seja “gerido” de forma tão atrapalhada.
    O amor e a emoção de nossa imensa Nação devem ser direcionados exclusivamente para o time em campo. Na administração do clube, razão acima de tudo.
    Também acho que o subscritor do texto deveria se lançar como candidato. O Flamengo precisa de gente assim.

  5. Concordo com os preclaros de que são estas características de que o Clube de Regatas do Flamengo necessita a fim de obtemperar sua passagem para o galardão das grandes agremiações do ludopédio mundial.

    Data vênia, considero que os argumentos do missivista desta coluna são passíveis de serem considerados em uma futura aspiração ao cargo de presidente, se assim atender ao que reza o Estatuto do clube, legislação máxima que rege a sociedade desportiva que enverga com pundonor o encarnado e o enegrecido.

    Peticiono.

    Atenciosamente,
    Dr. Carlos Henrique Silva
    Cruzeiro do Sul-AC

  6. Um tema delicado, porém muito bem explorado, definindo de forma objetiva os caminhos a seguir e os desafios a enfrentar. Gestão é questão fundamental para sobrevivência em qualquer segmento – que deve ser baseada na razão: fluxo de caixa, planejamento a longo e médio prazo, dentre outras ações que definiram o futuro da nação: Flamengo!

  7. Absolutamente perfeito.

    Já tive o prazer de entender essas ideias, por já discuti-las há muito tempo em algumas listas de discussão, como a flaverdadeiro. E para mim é claríssimo que não há outro caminho para o crescimento (talvez até a sobrevivência…), não só do Flamengo, mas dos clubes brasileiros em geral, que não passem pela profissionalização dos seus setores, do seu modelo de gestão. Eu não posso administrar nem a minha casa e meu orçamento com paixão, imagine um clube que manipula milhões de reais? Ou faz isso, ou se apequena. Ou faz isso, ou sai fora do mercado.

    Nós, torcedores, temos que parar de “apenas” torcer, mas começarmos a participar, na medida do possível. Cobrar, na medida do possível. A opinião do torcedor, quando conjunta, pode fazer a diferença mais do que se imagina. E o torcedor precisa ampliar sua visão, enxergar o que há por trás das notícias vinculadas pelo seu clube, ou pelos principais órgãos de comunicação.
    O torcedor rubro-negro, por exemplo, precisa enxergar o que uma pessoa incapaz como é a nossa presidente, Sra. Patrícia Amorim, realmente intenciona quando se coloca em uma posição de mulher, e vítima de um processo eleitoral. O que ela realmente quer, ao cogitar a idéia da contratação de um Adriano da vida?
    O que é um presidente que não coloca a pessoa certa em um departamento de marketing, e não cobra resultados, permitindo que um clube como o Flamengo permaneça tanto tempo sem um patrocínio master? O que é um presidente que deixa que uma pessoa que deveria cuidar das finanças, cuide do futebol? O que é um presidente que permite que o seu marido, que não possui cargo nenhum no clube, participe ativamente de decisões importantes do clube? O que é um presidente que torra, sem nenhum compromisso com a instituição, a maior verba da história de um clube em direitos de televisão, como o Flamengo está torrando agora?
    É um presidente fraco! Totalmente incapaz de ser presidente do maior clube do Brasil, e que deveria ser um dos maiores do mundo! Será que alguma empresa toleraria um presidente como o que temos no Clube de Regatas do Flamengo?

    Portanto, o choque de gestão profissional é urgente. Precisamos ter um modelo profissional para uma entidade da importância que os grandes clubes brasileiros merecem, e pessoas certas nos papéis certos.

    Ou então, preparem o discurso para os seus netos, do que foi o seu clube do coração. Porque só restará lembranças…

  8. Excelente visão e argumentação. Conquanto este problema seja mais visível no C. R. Flamengo, esta linha de argumentação poderia ser aplicada perfeitamente a vários outros clubes e até mesmo a empresas fora do setor esportivo. Os dirigentes precisam entender que o clube não é deles – é de todos, e que por isso, precisam atuar de forma profissional, e não apenas buscando seus próprios interesses. Uma gestão profissional faria (e pode fazer) o clube crescer de maneira sustentável, para orgulho de todos os sócios e torcedores.

  9. Lendo o texto fica claro como a diretoria atual é incompetente, bem como as opções apresentadas até o momento são “mais do mesmo”. A hora é de ousar.

    SRN,
    João Severino Sousa
    Mossoró/RN

  10. Belo texto, Affonso. O choque de gestão – não só no Flamengo – é fundamental para que os clubes do país se adequem à nova realidade esportiva mundial.

    Não dá pra gente ouvir bobagens como “o Estadual é mais lucrativo que a Libertadores”. Isso só se corrige com gestão profissional e em um modelo diferente do vigente.

  11. É exatamente disso que o Flamengo precisa, e não de uma diretoria que nos transformou na “Geni” do futebol brasileiro.

  12. Excelente texto Affonso
    O choque de gestão profissional é o único caminho que prevê mudança radical na administração amadora que é praticada há tantos anos no Flamengo.
    Qualquer coisa diferente disso é mais do mesmo.
    E assim como o Marciano, também acho que o subscritor do texto deveria se lançar como candidato. O Flamengo precisa de gente assim.

  13. Affonso,
    Parabéns pelo texto. Resume tudo que estou sentindo neste momento em relação à situação do Flamengo. O modelo atual, amador, está falido. É preciso encontrar uma nova forma de administrar o clube.
    Esta luta não é só sua. Estou certo de que suas palavras representam o pensamento de uma parte considerável dos apaixonados pelo Flamengo. É preciso unir quem acredita que a mudança de um paradigma na forma de se administrar um clube de futebol no Brasil é possível.
    Desde já, estou à disposição para pensarmos juntos este novo modelo.
    Se me permite, vou disponibilizar o texto em outros blogs rubro-negros. O momento é de reflexão e de união.
    FLAmém!
    JEFF

  14. Cheguei aqui através da dica do Rica perrone e considero que as palavras do texto são tudo o que nosso clube precisa. Apoiaria tranquilamente uma candidatura à presidência com estes princípios.

  15. Essa coluna me fez recordar de uma entrevista que o ex-presidente Lula concedeu a um periódico de São Paulo. Na ocasião, disse: “Eu fico vendo o futebol europeu pela televisão e eles têm uma organização muitas vezes melhor do que a nossa, porque se profissionalizaram”.
    Certamente o Lula não está incluído no quadro eleitoral que começa a se desenhar no Flamengo, mesmo porque se candidataria à presidência do Corinthians…
    Brincadeiras à parte, concordo plenamente com as ideias do colunista e com a sugestão de que ele deve se candidatar à presidência do Flamengo.
    Não há dúvidas de que o Flamengo precisa de gente assim…

  16. Alô Affonso,
    Muito bom artigo.
    Concordo com todas as colocações.
    Vamos torcer para Deus salvar o Flamengo, em dezembro.
    Parábens! SRN

    José Maria Sobrinho

  17. Excelente artigo. Esperemos que isso se transforme em possibilidade real de mudança. Embora expatriado, torço por isso.

    Marco Paulo Teixeira
    Cingapura

  18. Assino embaixo esse texto, só discordo quando diz que o Presidente teria que abrir mão do poder para nomear um CEO. Essa visão não cola, porque nenhum ser humano vai abrir mão de poder, em especial um apaixonado pelo clube. Essa revolução tem que partir dos associados, que precisam criar um movimento para modificação do Estatuto, cujo texto deve restringir os poderes do Conselho Diretor e prever a nomeação e atuação dos executivos profissionais. Sabe aquela estória, vale o que está escrito? Pois é, funciona desse jeito. O Presidente eleito já saberia que seus Poderes estariam restritos, por força estatutária. Não dá para esperar eternamente a chegada do”homem bom”, no ensinamento de Sergio Buarque de Holanda. SRN Ricardo José Caetano Pereira.

  19. Amigos, antes de tudo, obrigado pelos comentários, pela adesão à ideia e pelo apoio. Muita gente, através deste blog e pelos mais diversos caminhos, sugeriu que eu empunhasse a bandeira e me lançasse candidato à sucessão no Flamengo. Sou sócio, tenho condições estatutárias para tal, mas não é tão simples e fácil. Até por coerência com o que eu penso e escrevo, eu não tenho a pretensão messiânica e personalista dos candidatos tradicionais do clube. Não é por aí. Para que este conceito virasse realidade seria necessário que a ideia fosse abraçada pela Nação Rubro-Negra. Sócios e não-sócios, se houvesse gente interessada em apoiar a IDEIA, ela seria invencível. Se isso acontecesse – e isto é a busca de um “milagre impossível” – eu não me oporia a colaborar. Mas volto a afirmar: eu não acredito em messianismo individual, nem meu, nem de ninguém. Se a ideia é boa, vamos trabalhar por ela. Quem topa?

  20. Eu topo ! Vamos lá pessoal !!! Através de todos os recursos disponíveis atualmente na internet, podemos divulgar a ideia a toda a Nação Rubro-Negra !!!
    Vamos empunhar essa bandeira rumo à profissionalização do Flamengo e rumo às glórias que essa nação merece !!!
    Affonso, a bola está contigo…

  21. Manifesto muito bem fundamentado pelo Affonso. Uma lupa direcionada para uma grande necessidade do Flamengo : um time habilidoso em sua administração…..que não perca de vista que as vitórias em campo, em grande parte, dependem de muitas outras vitórias fora dele.

  22. Olá, Affonso.

    Há tempos venho dizendo que ao invés de surgir um novo Zico, preferiria que surgisse um novo dirigente para gerir o Flamengo, que tivesse uma mentalidade diferente para administrar o clube, que respeitasse nossa história e nossas tradições, ao mesmo tempo que saiba que estamos em 2012 e que os erros do passado servem para que avancemos. Como um clube que conquistou tudo que conquistou a partir de 1978 – esportiva e institucionalmente falando – até hoje não tenha um CT pronto? Ouço críticas cabíveis de fatos verdadeiramente preocupantes feitas à administração da Patrícia Amorim, mas também é preciso ver os pontos positivos que ela fez, como valorizar os esportes olímpicos, jogadores da base sendo do clube e não de empresários e colocando em prática o sonhado CT. Tudo tem que ser colocado na mesa. Pegar as poucas coisas positivas e mudar as que foram feitas de forma equivocada. Nunca fui partidário de grupo A nem de B, e sou a favor daquele que defenda o Clube de Regatas do Flamengo como defende a si próprio. E com o Affonso tendo ciência do que deve ser feito, temos que partir pra luta, com energia, planejamento e inteligência. Devemos isso aos nossos fundadores e àqueles que deram tudo de si pelo bem do Flamengo ao longo de todos esses anos.

    Avante Flamengo!

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