Neste final de semana prolongado para muita gente – embora não para mim, trabalho na sexta – nossa faixa musical relembra um dos grandes da história musical brasileira, embora infelizmente esteja esquecido nos dias de hoje: Nelson Gonçalves (1919-1998).
Um dos cantores de carreira mais longeva da história da música brasileira, com mais de duas mil canções gravadas e a impressionante marca de 78 milhões de discos em toda a sua carreira, Gonçalves possuía uma característica interessante fora dos palcos: era gago. Isso não o impediu de enfileirar sucessos como “A Volta do Boêmio”, “Meu Vício é Você”, “Normalista”, “Maria Bethânia”  – que inspiraria o nome da cantora – e muitos outros.
Enfrentou o vício em cocaína, chegando a estar preso, mas se recuperou e retomou sua carreira com sucesso.
Conheci a obra de Nelson Gonçalves quando criança, por intermédio de meu avô, fã do cantor. Ainda hoje sou capaz de cantar “A Volta do Boêmio” de ponta a ponta.
Mas a canção de hoje, em gravação do programa “Globo de Ouro” de 1975, é “Um Beijo de Mulher”, de autoria de Adelino Moreira.
“Um beijo de mulher
Que sinfonia louca
É sonata que o amor
Improvisa na boca
Uma história de amor
Só presta se tiver
Como ponto final
Para a glória total
Um beijo de mulher
Esse nada que é tudo
Acende de amor qualquer coração
Eu já tive esse nada
E hoje vivo perdido só na recordação
Daí,
Daí é que vem meu medo
Dizem que acaba mais cedo
Quem vive na solidão”