Excepcionalmente nesta sexta feira, dia de nossa Padroeira,a coluna “A Médica e a Jornalista”, assinada pela Anna Barros, traz um comovente relato de Fé em Nossa Senhora Aparecida.
Na minha tradição religiosa – que não é cristã, como os leitores sabem – cabe à padroeira de um país o papel de protegê-lo espiritualmente.
Há uns 10 anos atrás, voltando do Solo Sagrado de Guarapiranga, minha caravana parou no santuário de Aparecida do Norte para fazer uma oração no Altar principal. A visita foi bastante curta, mas deu para perceber a grandiosidade do templo.
Passemos à coluna.
Viva Nossa Senhora Aparecida!
É com alegria que falo da padroeira do Brasil cujo dia celebramos dia 12 de outubro e é feriado nacional por este motivo.
Tenho um carinho muito especial por Nossa Senhora Aparecida. Sonhei com ela duas vezes. Uma antes de conseguir uma vaga em uma de minhas especializações, em que ela apareceu muito viva como um bom presságio.
Nossa Senhora é uma só e seus nomes têm a ver com as suas aparições. Por isso ela é chamada de Nossa Senhora de Fátima, das Graças e a nossa, Aparecida.
A história da descoberta da imagem e de sua devoção ocorreu da seguinte forma.
O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde.
Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus. Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu.
Eles já estavam pensando em desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente. Ao invés de peixe, ele apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria sem a cabeça. Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem, que foi envolvida em um lenço.
Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la. A partir daquele momento, segundo os relatos, os três pescadores apanharam tantos peixes que foram obrigados a voltarem para o porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar a embarcação deles.
Este foi o primeiro milagre atribuído à imagem.
A imagem estava suja de barro preto, e daí Nossa Senhora Aparecida tem a sua figura negra: mais brasileira impossível. Eu mesma já tive vários milagres atribuídos a Nossa Senhora Aparecida, inclusive consegui um relacionamento com alguém que eu gostava, sem pedir a ela, no seu dia, 12 de outubro.
Fiz várias promessas a ela, relacionadas à minha vaga de Residência Médica, a meu título de especialista em Cirurgia Plástica, à saúde de minha mãe e por fim à defesa da minha monografia na Pós de Jornalismo Esportivo. Todas concedidas.
Estive na Basílica dedicada à ela em Aparecida, São Paulo, várias vezes, sendo a última em 25 de agosto último para pagar todas essas promessas e agradecer com muito amor e fé a tudo que ela me proporcionou.
Vocês se lembram do bispo da Igreja Universal que chutou uma vez na televisão a imagem da santa?
Pois é. Ele sofreu um grave acidente que o levou ao Centro de Terapia Intensiva. Nossa Senhora Aparecida apareceu literalmente para ele na unidade. Ele se curou e se converteu ao Catolicismo. E deu esse belo e tocante testemunho.
Então nesse feriado em que também é celebrado o Dia das Crianças, vamos aproveitar, mas também reservar um momento de oração, de reflexão. Uma Ave Maria quem sabe ou um instante de silêncio profundo interior em memória à Mãe Aparecida.
Viva, Nossa Senhora Aparecida! Viva a Padroeira do Brasil!
Forte abraço!
Até a próxima!
Anna Barros

One Reply to “A Médica e a Jornalista – "Viva Nossa Senhora Aparecida!"”

  1. Essa história do Bispo que chutou a santa é falsa, o mesmo continua na Universal e trabalhando nos EUA para o Bispo Macedo.

Comments are closed.