Neste sábado, a coluna “A Médica e a Jornalista”, da Anna Barros, relata a visita recente que o nadador Michael Phelps fez ao Rio de Janeiro.
Aliás, confesso que este post deu a medida exata de como ando alienado: eu só soube que ele tinha visitado o Rio de Janeiro ao ler a prévia da coluna para edição… Lamentável de minha parte.
Michael Phelps no Complexo do Alemão
Foi uma terça realmente muito especial a da semana retrasada, dia 30 de outubro. O grande campeão olímpico da natação Michael Phelps visitou a Vila Olímpica Carlos Castilho, no Complexo do Alemão.
Eu estava a trabalho, mas confesso que fiquei nervosa. Poucas vezes tremi nas bases, e essa foi uma delas: quando o vi se aproximar, ao descer as escadas e ficar muito perto de mim.
Phelps é simpático e sorria o tempo todo. As crianças estavam eufóricas com a sua chegada. A visita ao Brasil tinha o objetivo de divulgar ações de sua fundação, a Michael Phelps Foundation, como dos primordiais. Além de compromissos com seu patrocinador (Visa), que tem uma parceria com o Banco de Desenvolvimento, o BID, e a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer.
Michael fez uma clínica com vinte crianças que praticam natação na vila: ensinou técnica e mostrou isto na prática, ao cair com elas brincando de fazer revezamento. Prestou homenagens: ao secretário de Esportes e Lazer, Romário Gavão, à secretária estadual da mesma pasta, Márcia Lins, e doou 600 kits com maiô, sunga e touca. Não parava de sorrir.
Na coletiva de imprensa, disse que não há limites para se buscar um sonho. Ele nunca se deixou abater ou escutou o que as pessoas diziam. Colocou uma meta em sua vida e a perseguiu até o fim: quebrar o recorde de oito medalhas numa mesma edição olímpica, a de Pequim 2008. Também quebrar o recorde de medalhas conquistadas, 22, em Londres 2012.
Decidiu se aposentar – mas uma vez nadador, sempre nadador. Foi o que mostrou com desenvoltura na piscina da vila olímpica do Complexo do Alemão. Michael estava totalmente despojado, uma pessoa simples, um campeão que tinha muito a doar de seu tempo, carinho e carisma para aquelas crianças.
E acrescentou com humildade: “O que você quer na vida, você tem condições de conseguir. Eu nunca desisto. Essa é a minha filososfia, a filosofia da minha fundação. Quero difundir a natação e trazer segurança para dentro da água e quero levar a isso a todos os lugares”, relatou o nadador norte-americano.
Michael não estará competindo a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, mas espera estar aqui, de alguma forma. Docilmente revelou que pretende trazer a sua mãe para vivenciar tudo, o espírito olímpico e a calorosa recepção que teve no Rio, apesar da visita-relâmpago.
Michael Phelps pode até não ser tão rápido como Usain Bolt, o jamaicano que esteve na Vila Olímpica Manoel Tubino, no Mato Alto, uma semana antes, mas seu brilho é tão fulgurante quanto.
Foi um dia especial para mim, de muita sorte. Agradeci, de coração, a Deus por ser jornalista, e por ele me permitir estar tão perto do meu ídolo. Não tiramos fotos juntos, mas só aquela proximidade e o carinho que emanava dele em direção a todos, sem distinção me engrandeceram, valeram o meu dia, minha semana.
O próximo objetivo: comprar o seu livro “Sem limites”, que escreveu junto com Alan Abrahamson. E conhecer mais a fundo uma pessoa realmente especial.
Michael Phelps arrematou: “Experiências como essa, tive várias em minha vida. Me divirto bastante. Para mim é uma oportunidade de chegar até elas, é uma honra para mim. Eu estava animado, feliz. É muito especial. Eu me comunico corporalmente com as crianças e foi muito divertido. As crianças vão caminhar nos nossos sapatos no futuro”.
Não precisa dizer mais nada, não é? Ele já disse tudo.
Forte abraço e até a próxima,
Anna Barros
(Fotos: Anna Barros)