Nesta sexta feira, a coluna “Sabinadas”, do jornalista esportivo Fred Sabino, faz uma prévia da final da Copa das Confederações, a ser disputada no próximo domingo – e na qual estarei presente.
Copa das Confederações – O confronto esperado
Em uma Copa das Confederações que teve jogos apenas de razoáveis para bons, deu a lógica. Brasil e Espanha vão decidir o título neste domingo, no Maracanã.
Ambas as seleções venceram todas as suas partidas, mas passaram sufoco nas semifinais. A equipe espanhola fez 15 gols e tomou apenas um, enquanto os brasileiros marcaram 11 vezes e levaram três. Mas as campanhas significam pouco numa final em partida única.
Jogando em casa, o Brasil conseguiu evoluir razoavelmente bem em relação ao que vinha jogando antes da competição. Conseguiu duas vitórias tranquilas sobre Japão e México e despachou a Itália com ajuda significativa da arbitragem. Nas semifinais, levando em consideração que um confronto contra o Uruguai é sempre tenso, a Seleção teve claras dificuldades para produzir jogadas e se desamarrar do time uruguaio. Mas venceu.
Já a Espanha começou bem contra o próprio Uruguai e o placar de 2 a 1 até que não refletiu a superioridade dos campeões mundiais, muito embora no fim a Celeste tenha pressionado. Contra o Taiti, não conta. Já diante da Nigéria, sempre aberta em sua defesa, o 3 a 0 foi construído com naturalidade, mesmo sem brilho. E nas semifinais, a Fúria jogou mal, foi dominada pela Itália e só os pênaltis bem cobrados salvaram o time de Vicente del Bosque.
A final promete ser interessante por um aspecto: a posse de bola. Por jogar em casa, o Brasil terá de tomar a iniciativa da partida, ou seja, reter a posse de bola e atacar sempre que possível. Isso porque, se ficar a mercê do irritante toque de bola espanhol, a torcida vai ficar impaciente e o time de Felipão tende a ficar nervoso, podendo errar passes e também cometer faltas desnecessárias – David Luiz e Daniel Alves que o digam…
Ao mesmo tempo, se tomar a iniciativa da partida e pressionar, o Brasil colocará a Espanha à prova, já que a Fúria não está acostumada a ficar encurralada no campo de defesa. E, cá entre nós, Arbeloa, Piqué e Sergio Ramos não passam confiança atrás como Xavi, Iniesta e Busquets passam no meio de campo.
Por outro lado, mesmo não brilhando como na Copa do Mundo e na Eurocopa, a Espanha ainda apresenta uma regularidade maior nas suas atuações – exceto no jogo contra a Itália – e o grupo é mais homogêneo. No caso do Brasil, em que pese a clara evolução do time como um todo, ainda é necessária uma sequência mais consistente.
E o Brasil ainda depende muito das atuações de dois jogadores: Paulinho e Neymar. Tal como ocorria no Corinthians, Paulinho virou uma espécie de termômetro da Seleção. Quando joga mais solto, o ex-corintiano consegue produzir ótimas tramas sem deixar seu espaço desguarnecido. Já Neymar parece finalmente ter se consolidado na Seleção. Marcou gols em três dos quatro jogos e ainda participou de diversas jogadas perigosas.
O que pode fazer muito a diferença nessa decisão é a atuação da torcida. Mesmo com o público de Fortaleza tendo apoiado a Itália, a Espanha ainda não enfrentou em uma competição de peso um time da casa, ainda mais o Brasil. Então, não se sabe se a Fúria terá a mesma frieza para tocar a bola pra lá e pra cá.
E o Brasil, com um apoio incondicional da torcida, poderá se encher de vontade para manter o máximo possível a tal iniciativa da partida para tentar o título. Só resta saber, por outro lado, se os próprios jogadores brasileiros não vão entrar pilhados demais e, com isso, proporcionar um cenário que poderá ser aproveitado pela Espanha.
Enfim, as cartas estão na mesa. Hoje, somando jogador por jogador e conjunto, a Espanha está um pouco à frente. Mas o animador para a torcida brasileira é que há pouco tempo atrás, a diferença era maior. Será que o antes contestado Luiz Felipe Scolari vai tirar mais um título da cartola?
Aguardemos o domingo.
Lembrando que se Felipão conseguir esse caneco pra nós, será o 1º título de COPA DAS CONFEDERAÇÕES da carreira dele.
Dunga também trouxe essa Taça, ou seja, nada diz nada… hehehehe.
Abraços!!!