A coluna de hoje da jornalista Raphaele Ambrosio trata da obesidade feminina e os riscos à infertilidade.
Obesidade Feminina – A luta pelo peso ideal e o perigo da infertilidade
Com o inverno indo embora, está chegando o momento de colocar aquelas roupas frescas, curtas. Usar e abusar da praia com biquínis lindos. Mas ai entra um fator que vem, há tempos, tirando o sossego de muitas mulheres: o corpo fora de forma. Mas o que contribui para que as mulheres saiam do biótipo certo e fiquem presas a um corpo que não querem?
O Ministério da Saúde afirma que as brasileiras estão cada vez mais obesas. Estresse, desequilíbrio emocional, desgosto, preocupação familiar, gula, não ter uma doutrina alimentar, entre outros, influencia e muito para que a mulher fique fora do peso. Muitas procuram ajuda de especialistas, outras fazem dieta por contra própria e algumas já estão acostumadas e conformadas com o peso atual.
Quando a obesidade ocorre por desequilíbrio emocional, existem alternativas que podem ajudar para que o problema seja combatido, como o uso de yoga, musicoterapia, terapia e Reiki. Todos acompanhados de uma dieta rica em proteínas que vão ajudar a levantar o astral da mulher e aliviar a tensão.
A obesidade aumenta a morbidade e mortalidade como resultado de uma associação de uma série de problemas como as doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, apneia do sono, osteoartrite e câncer. Fora os distúrbios da menstruação e ovulação, hirsutismo (excesso de pelos nas mulheres), ovários policísticos…
O que muitas mulheres também não sabem é que a obesidade atrapalha o sistema reprodutor e com isso, a infertilidade acontece e muitas tentam engravidar, não conseguem e não desconfiam do porquê. E existem os casos em que as mulheres engravidam, a obesidade atrapalha e com isso, o aborto acaba sendo inevitável.
A Harvard Medical School desenvolveu uma pesquisa para estabelecer a ligação entre obesidade e infertilidade. Os cientistas examinaram a qualidade dos óvulos e embriões de mulheres com diferentes categorias de IMC (Índice de Massa Corporal). Em vista das que tinham IMC normal, as mulheres com sobrepeso apresentaram redução expressiva do pico dos níveis de estradiol e um número menor de embriões a cada ciclo. As participantes do estudo que apresentavam Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) associada à obesidade mórbida tiveram menores taxas de nascidos vivos e uma incidência 29% maior de oocistos imaturos, em comparação com aquelas com IMC normal.
Em ciclos de fertilização in vitro (FIV), a necessidade de doses mais elevadas de indutores da ovulação, a maior duração da estimulação ovariana e menor resposta do ovário à medicação são mais comuns entre as pacientes obesas. Isso se dá a uma maior resistência aos hormônios estimuladores da ovulação encontrada neste grupo de mulheres, resultado de alterações na produção das drogas utilizadas em ciclos de estimulação ovariana, tanto por um problema de absorção como também de distribuição.
A condição nutricional feminina tem influência direta também em determinadas doenças que merecem um acompanhamento mais intenso durante a gravidez, como a endometriose e a síndrome dos ovários policísticos. O estresse é um dos fatores que contribuem para a endometriose. Portanto, é importante que a paciente evite o consumo de alimentos embutidos e carnes vermelhas, substituindo-os por peixes, verduras, legumes e frutas. Quanto à síndrome dos ovários policísticos, o excesso de peso está presente na maioria das pacientes. Nesses casos, a perda entre 5% e 10% do peso corporal normalmente reduz a concentração de insulina, regulariza o ciclo menstrual e a ovulação, além de melhorar a fertilidade da paciente.
As mulheres obesas têm maiores taxas de complicações obstétricas. A obesidade aumenta em até 18% o risco de morte materna e responde por 80% dos acidentes fatais por complicações anestésicas. Entre as intercorrências obstétricas, as mais importantes são hipertensão, diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, embolia, macrossomia fetal, infecção urinária, prematuridade, óbito fetal sem explicação e complicações cirúrgicas (hemorragias e infecções).
Fique ligada:
- Evite excesso de carne vermelha;
- Comida gordurosa? Nem pensar!
- Pratique exercícios;
- Prefira salada, frutas, carne branca.
- Tenha uma vida alimentar regrada. Coma a cada três horas e nas principais refeições, coma em pouca quantidade.
- Tenha um acompanhamento médico: nutricionista, cardiologista, endocrinologista e terapeuta.
- Saia do sedentarismo. Qualquer atividade física é válida. Mas procure acompanhamento especializado.
- Evite doces em geral;
- Se utiliza algum remédio que tenha composição hormonal, consulte um médico para que ele seja substituído por algum que não agrida tanto o corpo.
- Vitamina B contribui para a redução do risco de infertilidade por falta de ovulação.
Modos alternativos podem ajudar a combater a obesidade: Terapia Floral, Reiki, Taroterapia, Psicoterapia e Fitoterapia. Experimente.