Nesta quinta feira, 3 de outubro, um dos grandes símbolos nacionais completa 60 anos: a Petrobras. Ela foi fundada em 3 de outubro de 1953 pelo presdidente Getúlio Vargas, através da Lei 2.004 – que também reforçava o papel do Conselho Nacional do Petróleo, criado em 1938. Nas palavras de Getúlio:
“… a Petrobras assegurará não só o desenvolvimento da indústria petrolífera nacional, como contribuirá decisivamente para eliminar a evasão de nossas divisas. Constituída com capital, técnica e trabalho exclusivamente brasileiros, a Petrobras resulta de uma firme política nacionalistas no terreno econômico, já consagrada por outros arrojados empreendimentos em cuja viabilidade sempre confiei.”
Mas a história do petróleo brasileira é mais antiga. A primeira perfuração de petróleo no Brasil se realizou em 1892, na localidade de Bofete, em São Paulo. Encontrou-se apenas água sulfurosa na ocasião – e muitas décadas depois, quando o então Governador paulista Paulo Maluf criou a PauliPetro, o resultado não foi muito diferente. Somente em 1939 se realiza a primeira perfuração com sucesso, no município de Lobato, Bahia. Mas o poço seria considerado anti-econômico.
De forma comercial a produção se inicia em 1941, no município de Candeias, também na Bahia (foto abaixo). O poço perfurado é considerado o “Marco Zero” da produção comercial de petróleo brasileira, estando ainda hoje ativo – produz seis barris de petróleo diários. Tive oportunidade de conhecer este poço em 2008 (mais abaixo coloco a foto que tirei na ocasião), que se localiza próximo à Refinaria Landulpho Alves (RLAM).
Entretanto, o grande salto veio com a produção offshore, ou seja, no mar. Em 1968 se realizou a primeira descoberta em mar, no estado de Sergipe (Guaricema). Mas o grande salto se daria em 1974 com a descoberta da bacia de Campos, no litoral do estado do Rio de Janeiro. Na década de 80 a companhia se aprimorou em águas profundas, com a produção em cada vez maiores profundidades de lâmina d´água. No vídeo que abre este post o leitor pode ver algumas imagens destes primeiros tempos do petróleo no Brasil, bem como da história da empresa.
Nos anos 90 a empresa passou por uma série de dificuldades com a política neoliberal implantada pelos Governos Collor e (especialmente) Fernando Henrique Cardoso. Proibiram-se concursos durante 12 anos (de 1990 a 2002), retrairam-se investimentos e o monopólio estatal do petróleo foi quebrado. A Cia foi preparada para ser privatizada em fatias e entregue a grandes empresas americanas, através do instituto das “Unidades de Negócio”.
Nos últimos dez anos a Petrobras voltou a ser valorizada, recebendo investimentos, novos empregados e se capacitando para o grande desafio de explorar a mais nova reserva petrolífera mundial: o pré sal. É algo tecnologicamente desafiante e a Petrobras, hoje, é líder na exploração em águas profundas.
Também vem se realizando investimentos no refino a fim de atender não somente ao consumo crescente do mercado interno como a exportação de derivados, economicamente mais interessante que o óleo cru. A empresa também é líder no segmento de distribuição e um player importante na geração de energia elétrica.
Mais que resumir em poucas linhas a história da Petrobras, hoje é dia de celebrar algo que no imaginário popular é um dos símbolos de brasilidade. Além de ser a maior empresa brasileira, a Petrobras é uma marca muito forte no inconsciente da população, sendo orgulho de nossa gente e nosso povo. É o Brasil que dá certo, é o Brasil líder, é o motor da economia. E talvez por ser um símbolo da nação tenha sido poupada da sanha entreguista dos Anos 90, apesar dos esforços dos liberais brasileiros – quem não se lembra do episódio da troca do nome para a “Petrobrax”?
Os investimentos para o pré sal, aliás, estão gerando toda uma cadeia de negócios na economia brasileira. Desde navios e plataformas em estaleiros até estrutura básica (hotelaria, restaurantes, serviços) em lugares estagnados como Itaboraí, sede do Comperj.
Hoje, com suas virtudes e seus problemas (normais em toda empresa muito grande), a Petrobras está credenciada a ser uma das líderes neste mercado altamente estratégico e geopolítico chamado petróleo, em que pesem os imensos desafios que a esperam nestes próximos anos. Excelência em águas profundas, excelência em pesquisa, excelência em formação e capacitação. Viva a Petrobras e que venham outros 60, e 60, e 60 anos!
Neste ano de 2013 completei 10 anos de história atrelada à Petrobras. Sou empregado da Distribuidora, subsidiária (fundada em 1971), mas a política de cessão da Cia já me permitiu passar por duas outras áreas de negócio na holding: a Exploração e Produção (via Universidade Petrobras) e o Abastecimento (a foto acima foi tirada na Replan, em Paulínia, no ano de 2010). Alíás, recomendo aos leitores que tiverem oportunidade que um dia visitem uma refinaria: a complexidade é fascinante.
Hoje estou de volta à minha área de origem, lidando com postos de combustíveis. Ao contrário do que o leitor pode pensar, os postos não são de propriedade das distribuidoras. A legislação proíbe que elas sejam donas dos postos, à exceção dos chamados “postos escola”, para formação de pessoal.
Os demais postos são divididos, grosso modo, em dois tipos: aqueles onde o dono possui total propriedade e utiliza da marca (bandeira) da distribuidora e os encontrados em terrenos das próprias distribuidoras – por propriedade ou cessão. Neste caso a distribuidora contrata uma pessoa jurídica que será a operadora da estação de revenda. Minha atuação está ligada a esta área.
Tenho muito orgulho de pertencer ao Sistema Petrobras e saber que trabalho em uma empresa que é um dos totens brasileiros. Se tem Brasil, tem Petrobras.
Muito bom artigo, Migão!
Dia 31/10 tem homenagem no Vivo Rio para os funcionários com 10 anos de Empresa!
A solenidade na Distribuidora é diferente, deverá ser no final de novembro