Texto rápido apenas para atualização. Minha coluna “real’ da semana será sobre a Portela e subirá na próxima quarta-feira.

No basquete, logo após a grande vitória contra a Argentina já relatada na coluna anterior, o Brasil jogou muito mal: passou um vexame em quadra contra a Sérvia nas quartas-de-final e perdeu feio de 84 a 56.

O primeiro tempo do Brasil, apesar de bem pior do que no confronto da primeira fase entre esses mesmos quando o Brasil foi soberano, não foi ruim. O Brasil voltou para o vestiário perdendo de 5 pontos, uma situação absolutamente normal em um jogo parelho de quartas-de-final contra um forte time sérvio.

O problema ocorreu no 3° quarto. Da mesmíssima forma que ocorreu no Brasil x Sérvia da semana retrasada, só a Sérvia voltou do vestiário: o Brasil teve um apagão no 3° quarto e a Sérvia fez absurdos 17 pontos a mais apenas nesta parcial (29 x 12).

A diferença é que no primeiro jogo nós estávamos 16 pontos a frente quando voltou do intervalo, de forma que pudemos suportar tomar 32 a 12 na parcial e ainda ganhar o jogo no 4° quarto. Dessa vez a diferença que já era de -5, catapultou para -21 e aniquilou o Brasil. O 4° quarto, apesar da Sérvia também ter sido melhor (18 a 12),  nem pode ser analisado pois o desespero já tomava contra do nosso quinteto com a eliminação iminente.

O Brasil protagonizou um vexame nas quartas? Sim, não pela derrota, mas pela maneira como ocorreu.

Isso apaga o resto do mundial que o Brasil fez? Não, absolutamente não. Foi um péssimo jogo que nos mandou de volta para casa, mas o Brasil conquistou um honroso 6° lugar no mundial, provou que o convite foi muito bem concedido pela FIBA mesmo sem garantias de pagamento e de quebra espantou qualquer fantasma que pudesse bloquear a nossa vaga olímpica na Rio 2016.

Com esse belo mundial, mesmo com todos os problemas administrativos da Confederação Brasileira de Basquete, não há mais condições nem técnicas nem políticas de recusar a vaga de anfitrião do Brasil nos Jogos Olímpicos. O Brasil provou que mesmo que tenha que entrar em quadra para obter uma vaga olímpica, é possível (e até provável) que a obtenha.

No último domingo, essa mesma Sérvia foi completamente dominada pelos Estados Unidos na final do Mundial. Os americanos aplicaram um sonoro 129 x 82 para ninguém contestar. Pelas regras do basquete, tal título garante a vaga olímpica para a equipe norte-americana.

Brasil conquistou sua nona vitória na competiçãoEnquanto isso, no Mundial de vôlei masculino na Polônia, o Brasil teve uma 2ª fase impecável e continua invicto na competição após 9 jogos. Vitórias seguidas de 3 a 0 contra a Bulgária, China e Canadá. Para finalizar, outra vitória por 3 a 1 contra a Rússia em um jogo que mais nada valia.

A Rússia pareceu ter “pisado no freio” justamente porque o jogo nada mais valia e ela se assustou bastante com a feia torção ocorrida com o seu oposto Moroz durante o 2° set. Os dois times voltarão a se encontrar na 3ª fase do mundial e, se tudo for como o planejado, se encontrarão de novo na final.

Após todos os jogos desta 2ª fase, terminada neste domingo, passaram para a próxima fase os 3 primeiros do grupo E; França, Polônia e Irã nesta ordem; e do Grupo F; Brasil, Rússia e Alemanha nesta ordem.

Com o fim da segunda fase, o Mundial terá o mesmo formato que se usa na fase final da Liga Mundial há alguns anos. Dois grupos de três seleções, dos quais passam dois de cada grupo para haver semifinais e final.

O sorteio pregou uma peça e criou dois grupos bastantes distintos, ao menos no papel. O Grupo H ficou com as 3 seleções fortes, Brasil, Rússia e Polônia, enquanto o Grupo G ficou com França, Irã e Alemanha.

Sendo assim, o Brasil deverá ter 4 jogos bastante complicados se quiser ser tetracampeão mundial. A jornada começará na 3ª feira contra os donos da casa as 10:25 da manhã. Depois, na 4ª feira, enfrentaremos a Rússia no mesmo horário. Na 5ª feira, Polônia e Rússia se enfrentarão enquanto o Brasil descansará.

As semifinais serão no sábado e a grande final no domingo.

Thomaz-Bellucci-vipcomm.com_.br_Antes de terminar, quero destacar e parabenizar a histórica vitória da equipe brasileira de tênis na Copa Davis em São Paulo a contra a possante Espanha. Bellucci foi heroico e mostrou que aprendeu a ser um “jogador de Davis”. Sem dúvidas, a última vitória dele, contra o top 15 Bautista Agut foi seu jogo mais importante da carreira.

O Brasil de uma só vez impôs à Espanha sua primeira derrota no saibro desde 1999 (também contra o Brasil, com Guga na época. Última derrota no saibro sem ser contra o Brasil? 1993 contra a Holanda, com o confronto sendo decidido no 5° set do último jogo) e seu primeiro rebaixamento à “2ª divisão” da Davis desde 1996. Já o Brasil garantiu apenas sua segunda presença no Grupo Mundial da Davis desde a aposentadoria de Guga. A anterior foi uma rápida passagem em 2012. que acabou logo no primeiro confronto contra os Estados Unidos.

Imagens: FIBA, VipComn e Bandeirantes