Segunda escola a desfilar na noite de segunda-feira, a Portela se credenciou como uma das favoritas ao tão sonhado título que não chega desde 1984. O ótimo samba rendeu maravilhosamente e o conjunto visual agradou.
No entanto, algumas falhas de iluminação nos carros e uma evolução apressada no fim do desfile podem atrapalhar. Mas a Águia deixou a pista sob gritos de campeã após uma exibição quente.
Vamos às opiniões dos nossos colunistas.
Alex Cardoso: a Portela, ao lado do Salgueiro, e pouco à frente, a escola a ser batida até o momento. A segunda-feira pode ser histórica e colocar cinco escolas no sábado das campeãs. A proposta surrealista de Alexandre Louzada funcionou. O samba ainda mais, e a harmonia foi perfeita. Mas houve problemas em alegorias: o carro 3 passou apagado e sem o chafariz, aparentando falha no gerador. Na última alegoria, o esplendor do destaque principal estava tombado para trás. Foi o nítido trabalho de quem briga pelo título, mais pela criatividade de seu carnavalesco em saber distribuir o dinheiro que tem do que propriamente pelo montante em si. Durante o desfile, os cronômetros dos setores 3 e 5 marcaram tempos diferentes.
Leonardo Dahi: pra poder dizer com maior propriedade quem eu acho que mereceu o título, tenho o hábito de dar notas para todas as escolas em todos os quesitos seguindo mais ou menos o que o manual propõe. E, dos nove quesitos, só consegui descontar algo da Portela em três. Um foi samba, um 9,9. Só que os outros dois simplesmente limarão um dos mais fantásticos desfiles dos últimos tempos da briga. Estava tudo lindo, a escola deu um sacode como não se via desde o Ita, mas os problemas nas alegorias e a evolução complicada, infelizmente, adiam por mais um ano o sonho do fim do jejum.
Lourival Mendonça: grande desfile da Portela, mais pelo chão fantástico do que pela grandiosidade das alegorias. Os elementos da sereia e do Jardim Botânico passaram apagados em frente à última cabine de jurados. Plasticamente, a Portela esteve muito bem no início e depois apresentou soluções não tão boas, como o túnel e todo o setor do futebol. Público da Apoteose gritou campeã, mas não sei se chega a tanto
Rodrigo Farias: Excelente apresentação. A escola, de fato, fez as pazes com os grandes desfiles. A harmonia foi nota 10. Ressalvas apenas quanto aos problemas de iluminação nos segundo e terceiro carros e a evolução, lenta no início e acelerada no fim. No geral, forte candidata ao título.