O Salgueiro foi a penúltima escola a desfilar, por volta das 4 da manhã e foi uma apresentação muito boa, que superou a da Vila Isabel, tida como a melhor até então. Mesmo com um samba fraco, a escola esteve impecável em todos os quesitos e carimbou sua volta no sábado das campeãs. Título é mais difícil prever agora, mas pode brigar sim.
Alex Cardoso: pintou a primeira escola a ser batida no Especial. O desfile mostrou todo o refinamento de Renato Lage. Mesmo com o pior samba do grupo, a harmonia melhorou principalmente na segunda metade do desfile. A Vermelho e Branco teve a única evolução satisfatória até agora, colocando a Mocidade em situação complicada numa eventual disputa.
Fred Sabino: nos quesitos plásticos, o Salgueiro superou suas quatro antecessoras de longe. O abre-alas então foi de uma imponência incrível. Como de costume, o brilhante carnavalesco Renato Lage usou e abusou recursos de iluminação para valorizar as alegorias, no que conseguiu com louvor. A criativa comissão de frente também usou um banner com iluminação que obteve excelente efeito. Em fantasias, o nível era semelhante. A harmonia esteve bem e o andamento mais “pra frente” adotado pelo Mestre Marcão ajudou o limitado samba a não cansar. Neste caso, vale citar ainda os componentes por terem cantado com força. Houve uma ligeira discrepância na evolução, lenta no começo e apressada no fim do desfile, mas nada absurdo.
Leonardo Dahi: um verdadeiro espetáculo. Renato e Márcia Lage acertaram a mão como há muito tempo não se via e fizeram um dos desfiles mais bonitos da Sapucaí nos últimos anos. O bom gosto e o acabamento perfeito estiveram presentes em cada alegoria e em cada fantasia. A comissão de frente foi um espetáculo e o bailar do primeiro casal foi belíssimo. De fato, o Salgueiro não tinha um grande samba. Mas tinha um excelente carro de som e uma bateria fantástica. Assim, o samba continua sendo uma pedra no sapato, mas não prejudicou nenhum outro quesito. Está firme na briga a Academia!
Rafael Rafic: ótimo desfile do Salgueiro. Não empolgou, pois o samba não ajudou, mas foi um desfile tecnicamente muito bom. A evolução foi perfeita, a harmonia foi boa, mesmo sem ser perfeita. Plasticamente foi um show de Renato Lage. Apenas achei a alegoria 2 mal-concebida. De resto, nada a falar. Apenas tem de ser extremamente canetada em samba-enredo, ruim demais, demais mesmo. Primeira postulante ao título.
Rodrigo Farias: Salgueiro impecável, fez o melhor desfile até agora. As fantasias e alegorias foram extremamente felizes em forma e concepção. A bateria de Mestre Marcão esteve alucinante, com muito swing e bossas perfeitas. A comissão de frente também esteve muito interessante. Um show de Renato Lage.
Vai pro pódio, sem dúvidas!!!