A Unidos da Tijuca encerrou os desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro com uma bela apresentação ao exaltar a Suíça, usando Clóvis Bornay como fio condutor. A escola do Borel mostrou que não depende de Paulo Barros para fazer grandes desfiles e está na briga pelo título.

Vamos às opiniões dos nossos colunistas:

Alex Cardoso: encantou plasticamente e vai ficar na história por ficar novamente à frente de seu ex-carnavalesco. A escola apresentou a melhor comissão de frente do Carnaval. O samba fraco atrapalhou pouco a escola, uma sorte que vem acompanhando a Tijuca há alguns anos. Mauro Quintaes está de volta ao alto nível, ainda que dividindo expediente com uma comissão. A Tijuca disputa o título com Beija-Flor, Salgueiro, Portela e Imperatriz algo acima da expectativa inicial de apenas brigar pelo sábado. Encerrar a noite após três favoritas não ajudou o público, mas não interessa aos jurados. A Tijuca marcou um estilo que independe de Paulo Barros. Com ele era bom, sem ele pode ser melhor ainda quando a escola não se intimida como aconteceu no primeiro ano de sua primeira saída, em 2007. Ainda assim, o resultado será o mesmo. Ficará à frente de seu ex-intocável.

Leonardo Dahi: apesar do enredo complicado e do samba arrastado, gostei bastante do desfile. A escola foi bem em todos os outros quesitos, apesar de uma ou outra falha na harmonia, e está no páreo, briga sim pelo título em um ano que, no geral, decepcionou bastante.

Lourival Mendonça: a Tijuca ainda parece muito presa ao Paulo Barros, mas como ela não conta mais com o carnavalesco, tenta forçar a barra com algumas soluções semelhantes mas que deixam muito a desejar. Um exemplo: o tripé inútil no meio da ala das baianas. E os carros coreografados sem muito sentido, como o do gelo, que vinha com um barulho irritante dos componentes batendo uma espécie de copo de alumínio. O resultado foi um desfile plasticamente fraco, com alegorias bem aquém da média da noite. Mas como parece que passou perfeita tecnicamente, pode ficar entre as seis primeiras, mesmo a Suíça ficando longe de dar samba.

Rafael Rafic: mesmo sendo modorrento quesito a quesito foi um desfile muito bom. Houve apenas alguns pequenos problemas em concepção dos carros e entendimento de enredo, especialmente no setor final. Samba-enredo é o grande calo. Entra na briga pelo título, mas nada garantido. Não tem como ficar fora do sábado.

Rodrigo Farias: fez jus à condição de campeã e fez um desfile perfeito. Alegorias, fantasias, bateria, evolução, harmonia, casal de mestre sala e porta bandeira, tudo funcionou. Luta diretamente pelo título, que seria o quarto em seis anos.