Quarta a desfilar na noite, a União da Ilha teve uma linda apresentação, mas de altos e baixos. Destaque para os quesitos plásticos, mas o samba-enredo não era dos melhores da safra e a evolução não foi perfeita.

Vamos às opiniões dos nossos colunistas:

Alex Cardoso: a União da Ilha teve a fantasia mais bonita de baianas vista até então no Especial e a comissão de frente com uma branca de neve negra (a atriz Cacau Protásio) foi ao lado das de Portela e Grande Rio. Mas, após o desfile de 2014 e o apoteótico ensaio técnico, esperava-se mais. Isso mostra a diferença imensa entre os públicos do ensaio e do desfile. Não morri de amores pela evolução da escola e o samba não funcionou. O “fiu fiu” da letra passou batido, não criou polêmica e nem empolgou. O carro 4 demorou a entrar na pista mas nenhum buraco se abriu. A Ilha briga para voltar entre as seis de sábado, mas não causou em nenhum momento o impacto de 2014. Aconteceu o que geralmente ocorre com as escolas grandes que estão há muito tempo sem ganhar ou as campeãs: inchaço. O surpreendente quarto lugar do ano passado foi decisivo para isso.

Leonardo Dahi: a União da Ilha fez um desfile plasticamente maravilhoso. Pode até não ter sido luxuoso como o de 2014, mas foi leve, divertido, de leitura simples, irreverente, o tipo de desfile que faz falta no Carnaval. Pena que tenha faltado um samba do mesmo nível e que a Baterilha não tenha tido um grande desempenho. Os problemas com as alegorias podem comprometer uma volta no sábado das campeãs, o que seria realmente para se lamentar.

Lourival Mendonça: a Ilha levantou o público em vários momentos e fez até agora o melhor desfile da noite. Um samba que funcionou muito bem e uma plástica esmerada e impecável em alegoris e fantasias, com luxo e criatividade, no melhor trabalho de Alex de Souza. O bom humor permeou todo o desfile, desde a comissão de frente. Uma apresentação alegre e tranquila, com cara de campeã.

Rafael Rafic: mais um belíssimo trabalho de Alex de Souza. A parte plástica foi impecável, com exceção do último carro. A bateria foi a melhor que vi no Especial, mesmo sem sua pegada tradicional. O samba se mostrou muito ruim, até o “fiu fiu” cansou rápido. A harmonia foi boa e a evolução, constante, mas lentíssima no setor 3, o que provavelmente rendeu problema no restante da pista.

Rodrigo Farias: enredo muito bem humorado. Desde a comissão de frente, a escola optou pelo lúdico e pela sátira para desenvolver seus carros e fantasias. Evolução lenta no começo e acelerada no fim. A bateria do Mestre Ciça teve performance sensacional. Foi um desfile que pode manter a Ilha entre as primeiras do Carnaval.