A segunda noite de desfiles da Série A no Rio de Janeiro foi superior à primeira, sem que, no entanto, houvesse um desfile absolutamente impecável. Porém, não se viu o festival de alas com roupas descompostas como na sexta.
Em um ano sem uma campeã clara, vejo cinco ou seis escolas podendo sonhar com o título. A meu juízo, a melhor foi a Unidos de Padre Miguel, mas sem uma superioridade clara.
Quanto ao rebaixamento, Unidos de Bangu e Em Cima da Hora. Não foge disso, apesar do fiasco do Alegria da Zona Sul.
Alegria da Zona Sul
Um desfile bem ruim, mas a escola deve ser salva pelo ano deste grupo. Alegorias com acabamento deixando a desejar, bateria parecendo de bloco de engenheiros, e, como sempre, uma péssima Harmonia: canto (quase) zero.
Acadêmicos de Santa Cruz
Desfile típico de meio de tabela, mas esperava menos. Tudo bem certinho. Boa leitura de enredo.
Inocentes de Belford Roxo
Bateria muito bem, em determinados momentos emulando a bateria da Mangueira. Senti falta de verde e rosa na homenagem a Nelson Sargento. Ponto fraco: a harmonia. Pouca gente cantava o samba.
Unidos de Padre Miguel
Fez ótimo desfile homenageando Ariano Suassuna, adequado em termos plásticos e bastante satisfatório nos quesitos de pista. Colocou-se como uma das favoritas ao título.
Império da Tijuca
Muitas esculturas recicladas, uma harmonia deixando a desejar e a bateria extremamente acelerada, como já acontecera no Especial, em 2015.
Renascer de Jacarepaguá
Desfilar muda a perspectiva, mas o lindo samba permitiu um desfile divertido. Plasticamente veio bem simples, mas o suficiente para não correr riscos.
Acadêmicos do Cubango
Enredo com algumas falhas, mas a escola esteve bem nos quesitos de pista. Samba rendeu menos que se esperava.
Estácio de Sá
Entrou com pinta de campeã, mas a bateria extremamente acelerada e alguns equívocos no desenvolvimento do enredo arrefeceram a escola. O belo samba-enredo, no entanto, funcionou a contento.