Quarta escola a desfilar na Sapucaí, já na madrugada de segunda-feira, a Unidos de Vila Isabel se recuperou do fraco desfile de 2014 com uma bela apresentação na homenagem ao maestro Isaac Karabtchevsky.

Vamos às análises dos nossos colunistas:

Alex Cardoso: a Vila apresentou um surpreendente conjunto visual, com fantasias belíssimas e alegorias bem acabadas. Foi o melhor trabalho do carnavalesco Max Lopes em anos. Mas a evolução não agradou, lenta, rateada. O samba, embora bonito, não ajudou nisso, passou arrastado. Cansou em pouco tempo, como no ensaio técnico. Mas o desfile foi acima de todas as expectativas. A Vila afastou o risco de rebaixamento e superou a tragédia de 2014. É possível até surpreender e ficar à frente da Mangueira, algo impensável até pouco tempo…

Fred Sabino: depois das irregulares apresentações de Mangueira e Mocidade, a Vila Isabel fez um belo desfile. Max Lopes dividiu o enredo com muita coerência e tudo o que se viu na pista foi de fácil leitura. Ele fez jus ao apelido de Mago das Cores e fez uma bonita divisão cromática. Depois do pesado desfile da Mocidade, o que se viu foi uma escola passando com mais leveza visual na pista. O samba-enredo, embora muito bem cantado pelo Gilsinho, teve uma queda na parte final do desfile e o canto de algumas alas não me convenceu. Além disso, a escola precisou apressar a evolução no fim. De qualquer forma até o momento foi a exibição mais agradável e regular da noite.

Leonardo Dahi: a Vila Isabel chegou mostrando que tudo aquilo que circulava no pré-Carnaval era boato. Max Lopes desenvolveu bem o enredo e o visual foi, até aqui, com folga, o melhor da noite. Porém, a bateria não foi bem, não segurou o samba e o chão da escola decepcionou. A correria no final dificulta até uma volta no sábado.

Rafael Rafic: desfile agradável. Para uma escola com dificuldade financeira, a parte plástica foi bem razoável, mas havia falhas nítidas de acabamento. Já o samba cansou com uns trinta minutos. A harmonia foi de média para boa, mas a evolução foi bastante irregular no andamento. Ainda assim, foi a melhor escola até aqui.

Rodrigo Farias: a Vila Isabel foi a grata surpresa da noite. Alegorias e fantasias bem concebidas. A bateria teve boa cadência, mas a escola ficou devendo na parte musical, pois o samba não rendeu e tornou o desfile maçante. Mas a Vila resgatou a dignidade perdida no ano passado, como bem exaltava o samba.