No último dia 3, a Estação Primeira de Mangueira escolheu esse samba, numa final disputadíssima, a escola elegeu a obra de Alemão do Cavaco e parceiros, seu hino para 2016, muito se questionou da obra não ter “pegada” de desfile ou não ter “cara” de Mangueira, mas isso é subjetivo e não a intenção deste texto entrar nessa discussão, aqui, quero falar de uma das obras que perderam, a de Lequinho e companhia.

O samba de Lequinho tinha sim, muita cara de Mangueira: você conseguia imaginar a verde e rosa encerrando o Carnaval com aquele samba, acredito que muita gente também conseguia, você já via os componentes berrando os versos: “Valei-me senhor do Bonfim… Magia. Morada de todos os santos… Bahia” ou “Entra na roda, eu quero te ver sambar, filha de dona Canô, o céu de lona te fez sonhar”, o samba tinha uma poesia maravilhosa em cada verso e a melodia te envolvia e contagiava, principalmente nos últimos versos antes do trecho final: “Hoje a Pedrinha Miudinha de Aruanda, é o patuá da nossa Estação Primeira…feito uma linda canção…

“Explode Coração”, não tinha como não se emocionar ao ver esse samba que tão bem cantava Bethânia na disputa, não tinha como não imaginar que era verde e rosa o amanhecer com ele…era um conjunto de fatores que fazia todos acreditarem que esse samba seria o escolhido numa disputa normal

Mas não, essa disputa da Mangueira, não foi normal, foi uma disputa mágica, não pela fórmula como na Academia do Samba, não pelo encontro de estilo opostos como na Portela, mas sim, pelo nível equilibradíssimo da disputa, além de Lequinho e do vencedor, tínhamos, sambas lindos como os de Lêci Brandão, Nelson Sargento e Tantinho, além do outro finalista, Pedrinho da Flor, que foi com todo respeito, coadjuvante, numa final mágica, numa disputa mágica.

A vitória da parceria de Lequinho que seria totalmente esperada e normal na Mangueira não se deu, pela magia que disse, a disputa foi mágica, como é o samba de Alemão de Cavaco e parceiros. O samba da parceria que ajudou na conquista dos 40 pontos de 2015 conseguiu algo que eu achava impossível: unir beleza, poesia e magia num mesmo samba. Não que Lequinho e parceiros não tivesse beleza e poesia, mas não tinha a tal da magia que Alemão e parceiros conseguiram, o samba conseguiu que você imaginasse Bethânia escrevendo o samba.

Fez com que todo o componente da escola se imaginasse por uma noite a verdadeira menina dos olhos de Oyá, compôs para que todos na escola olhassem e pensassem: Bethânia quer cantar que quem te chamou foi Mangueira, portanto, pra mim, era impossível que a magia de Alemão e parceiros perdesse para a linda poesia de Lequinho. Mas tenho certeza que o sonho de todo mangueirense era poder cantar os dois sambas na avenida, dois sambas diferentes e lindos, dois sambas com propostas diversas, mas emocionantes iguais. Por isso, peço licença a Lequinho, Alemão e parceiros, para unir num verso os dois sambas e assim encerrar o texto e realizar o sonho de muita gente por aí.

“Canta menina dos olhos de Oyá, que quem te chamou pra sambar foi Mangueira”

É isso!

Abraço!

7 Replies to “Canta, menina de Oyá!”

    1. Na verdade, falo sobre o samba do Lequinho na primeira metade e explico na segunda, o motivo da sua não vitória, mas se não entendeu, faz parte.

      Obrigado pelo comentário
      Abraços!

      1. Acho q não faz parte não… Como “colunista”, você deveria reler o texto e perceber que ficou sem pé nem cabeça. O “editor” também deveria perceber, pois seu papel é matar na raiz um texto ruim e ajudar a melhorá-lo. Ter coluna é coisa séria, tem que saber fazer. As ideias têm que ser encadeadas, o texto tem que fluir e a mensagem deve ser clara (começo, meio e fim, o básico). “Faz parte” é reconhecer que ainda falta muito para aprender o básico.

  1. Realmente o texto ficou confuso. Tive que voltar ao início para entender que a segunda parte não tava falando da mesma obra. Mas, fora isso, um belo texto.

    1. Vamos buscar evoluir nisso, faz parte, nem sempre acertamos

      Valeu José, obrigado pelo comentário
      Abraços!

  2. Samba lindíssimo. Já sei de cor. Bethânia merece todas as honras. Ainda bem que é na minha escola de coração. Bora Mangueira, esse ano o título é nosso!!!!!!!!!!

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