Acabou o ano… Pelo menos no futebol.
Um ano como todo ano que não tem Copa do Mundo ou fase aguda de eliminatórias poderia dizer, chocho, sim, não tivemos nenhuma grande novidade, nada de muito espantoso e diria até que fora do campo foi mais animado do que dentro.
Se gritar pega ladrão não fica um. Pelo menos entre os dirigentes. Na sopa de letrinhas que é o futebol, o FBI se mostrou mais forte que a FIFA a CBF e mandou vários para a PQP. Quando o ano começou Blatter e Platini mandavam no mundo e Marin e Del Nero no Brasil. Acaba com Blatter e Platini banidos oito anos, Marin preso em Manhattan e Del Nero não podendo viajar nem a Niterói sob o risco de fazer companhia ao terceiro. A coisa ficou feia e a delação premiada não foi coisa apenas da política nacional. O único que escapou foi o Havelange, que até essa coluna ser escrita continua vivo. Mesmo com Cesar Maia negando.
Outro que resistiu foi um dos sete (opa, bom não usar esse número…) anões da Branca de Neve, o Dunga. Não levamos nenhum 7 x 1 no ano, o que já é uma coisa legal, mas também não fizemos nada demais. Ganhamos amistosos que não valeram nada e perdemos a Copa América que também quase não valia nada. Só valeu para ver a Argentina ser vice de novo.
No futebol sul-americano os brasileiros de novo prometeram, prometeram e não cumpriram. Coube ao River Plate a honraria de ganhar a Libertadores e assim o direito a ser vice-campeão do mundo. Ano chato na Europa também, a não ser que você seja catalão e ainda goste do velho MSN. Barcelona voltou a mandar em ano em que Real Madrid e Chelsea lembraram os clubes cariocas em suas fanfarronices, chinelagens, vexames e trocas de técnicos.
Outro que lembrou os clubes cariocas foi o São Paulo, que fez a maioria dos vexames do ano e ainda conseguiu vaga na Libertadores. Mesma coisa o Palmeiras, que contratou 74686778 jogadores e escapou do vexame no fim. Os dois devem agradecer ao Santos, que se achou a Hungria de Puskas, achou que poderia escolher por qual campeonato iria a Libertadores e foi punido pelos deuses do futebol. Bem feito. Tomara que tenha que jogar em Roraima.
Minas voltou a ser coadjuvante, ficando num cantinho comendo pão de queijo, Rio Grande do Sul mostrou que, ao contrário da música que Sandy canta, o imortal morre no final e o Corinthians doutrinou. Ganhou com pé nas costas e revelou Tite como maior ídolo da história do clube.
O futebol carioca? O estadual foi uma zona. O Vasco venceu e na volta olímpica cantou para o presidente da FERJ “Ter um amigo, quem é que não tem um amigo?”. No brasileirão faltou o amigo e dançou. Botafogo botafogueou no Estadual, mas cumpriu o obrigatório e subiu. Fluminense disse no Estadual que o Carioca tinha que acabar e até hoje não sabemos se sua temporada começou. O Flamengo se fosse um banco seria perfeito, mas em campo parecia índio em filme de John Wayne. Cada bola na área lembrava Stevie Wonder em suruba e conseguiu a proeza de perder quatro vezes pro Vasco no ano.
Pelo menos deviam pensar para 2016 no marketing e fechar patrocínio com a Stella. Qual Stella? A do bonde, não farei propaganda gratuita.
Será que em 2016 acaba a maldição “Feitiço de áquila” entre Vasco e Botafogo e eles voltam a se encontrar?
Então que venha 2016. Com a Copa São Paulo com 87468768 clubes que só a torcida campeã lembra no dia seguinte da final quem venceu.
Feliz Natal! Feliz 2016!
@aloisiovillar
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