Uma mudança no regulamento marcou a fase pré-carnavalesca de 1998: o julgamento teria mais jurados, subindo de quatro para cinco por quesito. Seriam descartadas a menor e maior notas de cada quesito na apuração.

Ao contrário de 1997, quando enredos e sambas estiveram num nível bastante inferior ao habitual, os temas apresentados pelas agremiações e as composições escolhidas voltaram a ter boa qualidade na sua maioria, o que era um alento às comunidades, torcedores e críticos em geral.

Na preparação das escolas, todos os olhos estavam voltados para a Viradouro e Joãosinho Trinta. De novo sob os holofotes, o grande carnavalesco optou pelo enredo “Orfeu, o negro do Carnaval”. O samba era dos melhores do ano e foi incansavelmente tocado nas rádios (sim, naquela época isso continuava acontecendo…).

Já a vice-campeã Mocidade Independente de Padre Miguel escolheu um enredo sobre as estrelas do Universo e ainda homenagearia o patrono Castor de Andrade, morto em 1997. Outra estrela homenageada seria Chico Buarque de Hollanda, pela Mangueira, que contratou o carnavalesco Alexandre Louzada. A escolha do samba foi polêmica, pois ganhou uma composição feita apenas por paulistas – Leci Brandão, que teve seu samba cortado nas eliminatórias, não gostou nada nada…

A Beija-Flor de Nilópolis resolveu inovar para 1998: descentralizou a confecção do desfile e formou uma comissão de Carnaval em detrimento de apenas um carnavalesco na concepção. O enredo escolhido foi “Pará, o mundo místico dos Caruanas nas águas do Patu-Anu”.

Quem causou polêmica foi a emergente Unidos do Porto da Pedra: o enredo “Samba no pé e mãos ao alto, isto é um assalto” pretendia criticar a impunidade para os crimes no Brasil com bom humor, mas criticava os jurados do Carnaval, mesmo após o ótimo quinto lugar de 1997. A Imperatriz Leopoldinense de Rosa Magalhães escolheu um tema sobre o futuro, algo bem diferente do que vinha colocando na avenida.

Por sua vez, o Salgueiro teria Parintins como enredo, enquanto a Portela (que contava com o retorno de Carlinhos Maracanã à presidência) falaria sobre a magia da noite com o melhor samba-enredo do ano, e a Grande Rio homenagearia o centenário de Luiz Carlos Prestes. Já a Vila Isabel tinha um enredo sobre as guerras que transformaram o mundo.

Depois de quase cair em 1997, a União da Ilha apostaria na interessante história do fotógrafo francês Pierre Verger, que se converteu ao candomblé no Brasil – o samba era excelente, e a escola ainda contratou o brilhante intérprete Rixxa.

Quem causava boas expectativas era a Unidos da Tijuca, que decidiu homenagear o centenário de um dos clubes mais populares do país, o Vasco da Gama. O samba, também muito tocado nas rádios, tinha um refrão popularíssimo, e o clube estava no centro das atenções pois era o campeão brasileiro de futebol. A novidade era a contratação do carnavalesco Oswaldo Jardim, que vinha de dois bons trabalhos na Mangueira.

Completariam o desfile duas escolas que estavam de volta ao Grupo Especial após resultado polêmico no Acesso em 1997: a Tradição, com enredo sobre a Amazônia, e a Caprichosos de Pilares, com tema sobre a raça negra e um excelente samba.

OS DEFILES

De fato, para quem voltava à elite e, portanto, abria os desfiles, a Caprichosos se comportou muito bem, obrigado. Depois de um atraso após homenagem da escola a Castor de Andrade, o samba teve na (ótima) condução o jovem Jackson Martins, que de cara mostrou a categoria que marcaria sua carreira até ele ser covardemente assassinado em 2004.

O tema era de fácil leitura, pois abordava a origem da raça e ainda homenageava negros como Nelson Mandela, Pelé e Benedita da Silva. E o samba-enredo teve boa aceitação por parte do público.

O carnavalesco Jerônimo Guimarães, após o fracasso no Império Serrano em 1997, dividiu bem o enredo. O conjunto visual, embora sem grande luxo devido à limitação de recursos da escola, passava bem a ideia, e a Caprichosos terminou o desfile com boas possibilidades de permanecer no grupo.

salgueiro1998

“Agraciada” com a posição de segunda escola a entrar na avenida, o Salgueiro apresentou o enredo “Parintins, a ilha do boi-bumbá”.A Vermelho e Branco recebeu do Governo do Amazonas um polpudo patrocínio de R$ 900 mil (R$ 2,7 milhões em valores corrigidos).

O samba, embora marcheado como vinha acontecendo nos anos pós-Ita, ganhou o público no início do desfile graças a mais uma animada condução do cantor Quinho e à sempre maravilhosa bateria de Mestre Louro, ganhadora do Estandarte de Ouro.

O conjunto alegórico concebido pelo carnavalesco Mário Borriello passava o enredo com correção, e a escola mostrou na Sapucaí, além, claro, da lenda do boi-bumbá, grandes esculturas dos animais e monstros retratados nas lendas daquele local, sempre com uso de muitas cores.

A eterna rivalidade Garantido x Caprichoso também não poderia ficar fora do desfile, e foi clara a preocupação do carnavalesco em retratar esteticamente com grande fidelidade a famosa rivalidade paritinense.

Apesar de ter desfilado melhor do que em 1997 no conjunto, o Salgueiro não conseguiu manter o pique do começo de sua apresentação, até porque tinha mais de 4500 componentes, e a vazão desse povo todo foi complicada nas últimas alas. De qualquer forma, um bom momento da escola.

Por outro lado, a Unidos de Vila Isabel fez sua pior apresentação em anos. A sinopse do enredo “Lágrimas, suor e conquistas no mundo em transformação” falava da necessidade de os homens se sacrificarem para conquistar os ideais da sociedade, mas o desfile foi extremamente problemático.

Carros alegóricos (medianos, diga-se de passagem) quebraram, a evolução foi descompassada – a bateria não parou no boxe – e o samba, embora de melodia muito agradável, não pegou. Um ano para os torcedores da Vila esquecerem.

Já a Acadêmicos do Grande Rio fez um belo desfile sobre Luiz Carlos Prestes. O samba era dos mais populares do ano e descrevia bem o enredo, sem contar que tinha um dos refrãos mais conhecidos daquele Carnaval: “Ah, eu tô maluco, amor! Ah, quero reformas já/ Ah, quero paz e amar! Sou Caxias, vou marchar!”. A bateria, que passou a ser comandada por Mestre Odilon, teve um desempenho sensacional, com uma cadência deliciosa e paradinhas bem executadas e corajosas.

Max Lopes fez um trabalho excepcional na confecção de alegorias e fantasias, estas então de extrema felicidade. A trajetória do líder comunista foi muito bem contada. Agradou especialmente o abre-alas com os tanques de guerra e esculturas simbolizando a Coluna Prestes, e da ala coreografada a seguir, com soldados.

A escola manteve o nível durante toda a sua apresentação, que relembrou a liderança de Prestes no PCB, a luta contra o regime militar e o poema do chileno Pablo Neruda dedicado a ele. O público acolheu a escola até o fim do desfile e houve até alguns gritos de “é campeã”, um certo exagero.

O desfile ainda teve a presença de muitos artistas, o que seria uma das marcas registradas da escola nos anos seguintes. De qualquer forma, foi a melhor apresentação da Grande Rio no Grupo Especial até então no conjunto da obra.

A Unidos do Porto da Pedra foi a quinta escola a se exibir e passou longe de repetir o grande desfile de 1997. A proposta do enredo sobre os ladrões e a impunidade não foi bem assimilada pelo público, e o samba não ajudou, com um refrão central de gosto bem duvidoso e exagerado: “O culpado fez o bem, o inocente, o mal/Tudo mundo é jurado neste Carnaval”.

Até o inglês Ronald Biggs, famoso assaltante do Trem Pagador e que vivia fugido no Brasil, foi citado. Sem alegorias de impacto, salvou-se só a criativa comissão de frente, com presidiários carregando pequenas celas.

Quem também não reeditou sua ótima participação do ano anterior foi a Mocidade. A sinopse falava muito sobre as estrelas e a forma como estas influenciam a vida das pessoas. O abre-alas, representando o sistema solar em dourado, era espetacular, mas as alegorias seguintes, embora bem acabadas, não causaram tanto impacto.

Para piorar, o samba não era dos melhores e nem mesmo a grande bateria e o cantor Wander Pires o salvaram, tanto que a Mocidade teve uma harmonia aquém em relação às suas tradições. No fim, a evolução também foi descompassada, pois o tempo estava acabando e as últimas alas apressaram o passo, o que é sempre ruim.

Mas o grande problema para a Verde e Branco foi o que pareceu aos críticos um excesso de preocupação em homenagear o patrono Castor de Andrade, o que acabou descaracterizando na prática a proposta inicial do enredo – na sinopse só as últimas linhas citavam Castor. Uma escultura do patrono comandando uma espaçonave fechou a bonita porém confusa apresentação da Mocidade.

portela98A Portela fechou a primeira noite de desfiles com uma excelente apresentação, que remeteu a seus grandes momentos. Para começar, Paulinho de Viola se uniu ao novo intérprete principal Rogerinho para cantar “Foi um rio que passou em minha vida” no esquenta (foto). Simplesmente emocionante e uma injeção de garra e emoção aos componentes.

O enredo sobre a noite era de fácil leitura, e o samba de Noca da Portela, Colombo, J. Rocha e Darcy Maravilha era o melhor da safra, com uma melodia dolente e letra poética, e teve na condução Rogerinho apoiado por Anderson Paz. A Tabajara do Samba imprimiu uma ótima cadência e, a exemplo do samba-enredo, era praticamente uma certeza de cinco notas dez.

Apesar de um problema na abertura das asas da águia, as alegorias do carnavalesco Ilvamar Magalhães tiveram bom efeito, mesmo sem luxo (ele próprio falava isso publicamente) mas com uma boa junção entre as cores da escola e tonalidades mais escuras, afinal, o tema era a noite.

O desfile abordou temas como o amor durante a noite, os animais que se aventuram no escurecer e até as profissões noturnas típicas como prostitutas e garçons. As fantasias também passaram com correção a proposta do enredo e os componentes cantaram muito bem o samba durante todo o tempo. Mesmo sem passar impressão de título, foi o melhor desfile de domingo, à frente do equilibrado grupo formado por Grande Rio, Salgueiro e Mocidade.

A Tradição começou o desfile de segunda com uma apresentação fria e que sem dúvida poderia levar a escola ao descenso. O enredo era ecologicamente correto, colocando a Amazônia como pulmão do mundo, mas o conjunto visual, embora descrevesse o enredo, ficou devendo. A bateria estava acelerada pro meu gosto, mas fez boas convenções e paradinhas. No entanto, o samba era longo e arrastado.

Logo no começo, a escola passou por um susto, pois o carro abre-alas teve um curto-circuito na parte elétrica, o que causou muita fumaça e deixou os bombeiros de sobreaviso acompanhando a alegoria. Quando o carro já estava no meio da pista, os queijos começaram a ceder, e os destaques foram retirados às pressas. Ninguém se machucou, mas o carro ficou parado por dois minutos, o que atrapalhou a evolução.

Depois de tantos percalços, a tradicional ala de cadeirantes passou velozmente pois o tempo estava prestes a estourar. Para piorar, uma baiana passou mal e deixou a pista só no último minuto regulamentar. Ufa! Mas o risco de rebaixamento era iminente.

Mangueira98hSe o primeiro desfile da noite foi frio, o segundo foi quente do começo ao fim e fez surgir a primeira candidata forte ao título: a Estação Primeira de Mangueira. O enredo sobre Chico Buarque já proporcionaria um clamor popular pelo próprio personagem. Mas a Verde e Rosa rendeu a Chico uma homenagem inesquecível. Para ele e os amantes do Carnaval.

Cercado por um batalhão de jornalistas na concentração, Chico respondeu sobre a emoção de ser homenageado pela Verde e Rosa. Com bom-humor, ele cravou: “Estou tranquilo, vocês estão querendo que eu fique nervoso, mas eu não vou ficar nervoso!”.

O cantor e compositor já provocou as primeiras emoções antes mesmo do esquenta. Com acompanhamento do amigo Luiz Carlos Vinhas no piano, Chico subiu ao carro de som e cantou o famoso verso “Vai passar nessa avenida um samba popular…” Em seguida, Jamelão, acompanhado do estreante Luizito e de Eraldo Caê, entoou o hino verde e rosa “Exaltação à Mangueira”. O público acompanhou a escola com milhares de bandeirinhas no esquenta e em todo o desfile.

O samba dos paulistas Nelson Dalla Rosa, Carlinhos das Camisas, Nelson Csipai e Villas Boas, tão injustamente criticado na fase pré-carnavalesca, rendeu de forma impressionante do começo ao fim, sempre, é claro, impulsionado por Jamelão e a bateria de Alcir Explosão, esta num andamento acelerado mas muito firme, com a clássica batida seca do surdo um.

A Mangueira causou excelente impressão logo com a comissão de frente (acima), que passava a ser comandada pelo dançarino Carlinhos de Jesus. Os componentes estavam muito bem fantasiados e simbolizavam a Ópera do Malandro, um dos clássicos de Chico, com uma coreografia sensacional.

mangueira98fO carro abre-alas, chamado “Para ver a banda passar” tinha efeitos em néon na palavra Mangueira e reunia amigos do cantor, como João Nogueira, Nana Caymmi, Maria Bethânia e Zizi Possi, mas as esculturas da parte superior não agradaram tanto – inclusive a de Chico estava ligeiramente torta. Outros amigos, como Beth Carvalho e Gilberto Gil, desfilaram no chão (foto).

Mangueira98dAs demais alegorias também respeitavam as cores da escola, embora não fossem tão luxuosas – aliás, 1998 não foi um ano dos mais auspiciosos em alegorias para boa parte das escolas, talvez pela crise asiática de 1997 que refletiu no Brasil.

Mangueira98bAs fantasias estavam leves e corretas, a despeito de alguns problemas de acabamento. Mas as alas estavam divididas com coerência e passeavam pelos sucessos de Chico e o lado político do cantor, especialmente na época da ditadura militar. A evolução da escola não teve grandes descompassos, o que antes era uma preocupação pelo contingente de 4500 componentes.

mangueira98eO grande homenageado desfilou com um terno rosa, camisa verde e chapéu Panamá no (este sim) luxuoso carro dos baluartes, ao lado do inesquecível Carlos Cachaça, numa cena emocionante. O público não parou de aplaudir Chico em nenhum momento, e o gênio retribuiu sempre sorrindo e tirando o chapéu.

O fim do desfile reservou outra agradável surpresa: uma ala formou um mosaico com o rosto de Chico, em alusão à canção “Retrato em Branco e Preto”, e rendeu ótimo efeito. O público aplaudiu com entusiasmo e recebeu a escola na Apoteose com os gritos de “é campeã”.

Foi uma aula de garra e samba no pé, no desfile que mais levantou o público. Restava saber se as falhas de alegorias e fantasias seriam ameaça na disputa pelos primeiros lugares.

imperatriz1998Até porque a Imperatriz Leopoldinense logo a seguir fez mais uma das suas típicas apresentações de extrema correção e bom gosto, com fantasias e alegorias impecáveis. O enredo “Quase no ano 2000” falava sobre a evolução do homem e as perspectivas para o novo milênio que se aproximava. E Rosa Magalhães, numa temática diametralmente oposta ao que estava acostumada a mostrar, brilhou como sempre na concepção, misturando seu estilo com uma estética high tech.

A comissão de frente gresilense voltou a agradar e os componentes simbolizavam Ícaros. Agradaram muito a alegoria que remetia ao filme “Metrópolis” e as fantasias de robôs dos ritmistas da bateria. O casal de mestre-sala e porta-bandeira formado por Chiquinho e Maria Helena (filho e mãe) voltou a brilhar, e a escola evoluiu sem sobressaltos.

O único senão, assim como em carnavais dos anos anteriores, foi que a escola passou fria, sem uma grande empolgação dos componentes e, com isso, o público não reagiu. Isso porque o enredo, apesar de bem contado na avenida, não era de tão fácil assimilação, e o samba, embora corretíssimo, não era vibrante, apesar da grande atuação (mais uma) do intérprete Preto Jóia.

Com uma dispersão sem erros, foi possível até a excelente bateria fazer uma exibição sem pressa para o público na Apoteose. Com isso, a Imperatriz deixou a avenida com a missão cumprida e como uma das melhores escolas do ano. Mas era preciso esperar para ver se, a exemplo de outros anos, só a técnica bastaria para a escola ser campeã, porque a Mangueira tinha feito uma exibição bem mais empolgante.

Viradouro98Já a campeã Unidos do Viradouro também se credenciou a brigar pelo campeonato e fez um desfile mais vibrante do que o da Imperatriz. O enredo desenvolvido por Joãosinho Trinta era baseado no filme “Orfeu Negro”, inspirado na mitologia grega e na história de amor entre Orfeu e Eurídice, só que adaptado ao Rio de Janeiro durante o Carnaval.

Para entender o enredo: o Orfeu brasileiro vivia no morro e era o deus da música, que fazia o sol raiar e encantava as mulheres com os acordes de seu violão. Mas seu único amor era mesmo Eurídice. Só que no dia em que a escola de samba da sua comunidade o homenagearia, Eurídice morre com um tiro. Sem rumo, Orfeu não participa do desfile e despreza as outras mulheres, que empurram Orfeu do alto do morro para a morte. A escola vence o Carnaval e Orfeu é glorificado após seu falecimento.

O samba, um dos melhores do ano, foi muito bem conduzido por Dominguinhos, e o público acompanhou a escola. Não tanto como no desfile da Mangueira, mas também com empolgação. João 30 fez uma divisão cromática que valorizava o dourado, o prateado e cores escuras, e só no fim do desfile outras tonalidades (incluindo o vermelho e branco da escola) foram mostradas. Mas se sobraram empolgação e bom gosto, contratempos aconteceram.

A bateria de Mestre Jorjão, que em 1997 havia sido destaque, voltou a empolgar o público com paradinhas, uma no estilo funk, mas teve alguns problemas. Outro senão aconteceu com a peruca da porta-bandeira Patrícia (que desfilou grávida), o que poderia gerar perda de pontos.

Além disso, Joãosinho Trinta alterou parte do roteiro do desfile a pedido da produção do filme que revisitaria a obra original de 1959 e gravaria cenas no cortejo – isso também poderia render problemas na apuração. Para piorar, falhas no sistema de som atrapalharam a harmonia da escola, apesar da vibração dos componentes.

Mesmo com esses problemas, que poderiam custar a vitória à escola, o enredo foi muito bem recebido pelo público e crítica. Afinal, como já dito, o samba rendeu muito, as alegorias (embora sem tanto impacto como em 1997) eram pertinentes, e as fantasias, além de bonitas, eram leves, permitindo aos desfilantes uma boa desenvoltura. A Viradouro, a exemplo da Mangueira, foi recebida na Apoteose com gritos de “bicampeã”.

beija-flor-1998

A Beija-Flor de Nilópolis fez uma apresentação superior em relação ao criticado desfile de 1997, embora com tema não muito popular. O enredo era baseado no livro “O mundo místico dos Caruanas e a revolta de sua ave”, lançado em 1993 pela Pajé Zeneida Lima, que vivia na Ilha de Marajó. A obra contava sobre as lendas e tradições dos índios daquela região.

beija-flor1998eA comissão de Carnaval liderada pelo experiente Laíla concebeu um desfile sem dúvida muito bem realizado plasticamente, mas o enredo não era dos mais cristalinos para o público entender. O samba, de ótima melodia e maravilhosamente conduzido por Neguinho (foto), falava sobre Patu-Anu, surgimento do Girador, que criou as sete cidades governadas por Auí, índios Caruanas, pajelança… Complicado, não?

“Nem mesmo as oito cabeças (numa referência aos carnavalescos da comissão) que pensaram o carnaval da Beija-Flor foram capazes de conceber uma solução coerente para o enredo”, disparou o Jornal do Brasil, cuja manchete foi ainda mais pesada: “Desfile foi um bicho de oito cabeças”.

beija-flor1998cDe qualquer forma, as alegorias eram grandes e imponentes, mas as fantasias, mesmo bem acabadas, se mostraram pesadas, o que dificultou a vida dos componentes. Apesar disso, a comunidade nilopolitana como sempre cantou o samba, que teve ótimo acompanhamento por parte da bateria.

Pena que no fim do desfile houve uma certa correria entre as últimas alas, que se mostraram um tanto emboladas, pois o tempo de 80 minutos estava acabando. Diante disso tudo, e com a pouca receptividade por parte do público, naquele momento parecia difícil a Beija-Flor brigar com Mangueira, Imperatriz e Viradouro pelo título, apesar de ter passado bem na maioria dos quesitos.

tijuca98Penúltima escola a se apresentar, a Unidos da Tijuca fez um desfile simpático no enredo em homenagem ao Vasco da Gama. O carnavalesco Oswaldo Jardim iniciou o desenvolvimento do enredo lembrando a história do navegador português e os 500 anos da expedição marítima às Índias. Depois, o clube da Cruz de Malta teve a sua história visitada em alegorias com diversas esculturas em espuma (uma marca do saudoso carnavalesco) e boas fantasias.

O técnico Antônio Lopes e muitos jogadores campeões brasileiros em 1997 marcaram presença nos carros alegóricos, com grande destaque para o Animal Edmundo, que vivia o auge da idolatria com a torcida vascaína e desfilou ao lado de Roberto Dinamite.

Mas, lamentavelmente, o então vice-presidente de futebol do clube, Eurico Miranda, atrapalhou a evolução da escola ao brigar no meio da pista com fotógrafos e cinegrafistas, causando uma enorme confusão em frente às cabines de jurados.

O samba, como se esperava, teve excelente desempenho, principalmente no refrão principal. Mesmo sem uma apresentação arrebatadora, a Tijuca deixou boa impressão, e a expectativa era a de a escola ficar na pior das hipóteses o meio da tabela, a famosa zona da marola.

A União da Ilha encerrou os desfiles de 1998 numa apresentação que prometia, mas acabou sendo problemática, no enredo “Fatumbi, a Ilha de Todos os Santos”, do carnavalesco Milton Cunha. Em termos de concepção, o visual era bom, mas alguns carros alegóricos literalmente tiveram pedaços que despencaram no meio da pista.

Milton Cunha explicou que houve problemas no transporte das alegorias, pois a Ilha foi obrigada a passar por uma ponte com os carros já montados e que por isso os elementos não aguentaram o esforço – a escola foi “colando e as coisas foram despencando”.

Apesar dos pesares, os componentes cantaram muito bem o samba com Rixxa e salvaram a apresentação insulana. A bateria de Mestre Paulão também levantou a escola, com mais uma brilhante apresentação. Mas a Ilha deixou a pista sem muitas esperanças de voltar no Desfile das Campeãs.

REPERCUSSÃO E APURAÇÃO

Quando acabaram os desfiles, o povo discutia quem tinha sido a melhor: Mangueira ou Viradouro? Mesmo com outras boas apresentações, sobretudo de Imperatriz, Portela, Beija-Flor e Grande Rio, as duas escolas que mais encantaram público e crítica eram as favoritas destacadas segundo os jornais, apesar de a sempre criteriosa equipe da TV Manchete ter elogiado muito a agremiação de Nilópolis.

Na abertura dos envelopes do primeiro quesito (Mestre-Sala e Porta-Bandeira), o primeiro revés – já esperado – da Viradouro: duas notas 9, um 9,5 e dois dez, enquanto Salgueiro, Mangueira, Imperatriz, Beija-Flor e Tradição saíram na frente, com três notas 10 válidas.

Em Alegorias e Adereços, os mangueirenses respiraram aliviados, pois surpreendentemente a Verde e Rosa levou quatro dez e apenas um 9,5 que acabaria descartado, assim como a Imperatriz, de forma surpreendente ao contrário, já que tinha o melhor conjunto alegórico do ano. Apenas Beija-Flor e Viradouro obtiveram cinco notas dez.

A leitura das notas seguiu, e Mangueira, Beija-Flor e Imperatriz continuaram dividindo a liderança, enquanto a Viradouro perdeu mais pontos em quesitos como Fantasia e Evolução. Com dois 9,5 em samba-enredo, a Imperatriz saiu da liderança.

No último quesito (Bateria), a última decepção para a Viradouro: a escola levou um 8 (descartado) e um 9,5 que até hoje não descem na garganta de seus torcedores. Um dos jurados alegou que a escola apresentou “excesso de efeitos, virando marcha” e ainda atravessou, enquanto outro afirmou que houve “momentos claros de imprecisão”.

No fim, Mangueira e Beija-Flor atingiram os 270 pontos e ficaram com o título, com a Imperatriz em terceiro (269,5), Portela em quarto (264), Viradouro num frustrante quinto lugar (262,5) e a Mocidade em sexto (261,5). Caíram a Unidos da Tijuca (injustamente) e a Unidos do Porto da Pedra, enquanto Império Serrano e São Clemente garantiram a volta ao Grupo Especial.

Até hoje uma “casca de banana” no regulamento gera polêmica. Para 1998, ficou acertado que as notas descartadas não serviriam para um possível desempate seja qual fosse a posição. Ou seja, apenas haveria desempate por quesito, como houve por exemplo para a sexta posição entre Mocidade e Salgueiro em samba-enredo. Como Mangueira e Beija-Flor conseguiram 100% de aproveitamento nas notas válidas, não havia como qualquer quesito servir para dar o título a apenas uma escola.

De fato, se a vitória da Mangueira foi considerada justa, a mudança do regulamento permitiu à Beija-Flor também ficar com o título, já que, analisando os números absolutos, a Verde e Rosa teve apenas duas notas diferentes de dez em toda a apuração enquanto a Azul e Branco teve notas abaixo de dez descartadas em quatro quesitos. Também causou estranheza a Viradouro ter ficado tão atrás, pois esta, assim como Portela e Imperatriz, fez um desfile pelo menos em pé de igualdade em relação à Beija-Flor no conjunto.

Sob forte chuva de verão na Praça da Apoteose, as torcidas e diretorias de Mangueira e Beija-Flor comemoraram muito o título, especialmente os grandes cantores Jamelão e Neguinho, que, fiéis às suas escolas, também atravessavam longo jejum de conquistas (11 e 15 anos, respectivamente).

“Senti na avenida que o título seria nosso. O povo nos escolheu, embora a Beija-Flor esteja dividindo o título conosco. Mas o importante é que voltamos a brilhar na Sapucaí”, disse Jamelão.

Já o homenageado pela Verde e Rosa fez questão de falar sobre a força da comunidade mangueirense que o abraçou durante toda a fase pré-carnavalesca e o desfile.

“Não estou levando título para eles, sou enredo, quem ganha é a Mangueira. Minha alegria é porque participei do desfile. Sei o quanto esse título é importante para a Mangueira”, destacou Chico Buarque ao Jornal do Brasil.

Pelos lados de Nilópolis, a opção por uma comissão de carnavalescos foi exaltada como fator fundamental para a conquista.

“Junto com a comissão de Carnaval, analisamos todos os quesitos em que perdemos pontos no ano passado e corrigimos os defeitos. Fizemos um desfile para ganhar, não para emocionar”, garantiu o presidente da Beija-Flor, Farid Abrahão David.

Por outro lado, duas escolas se mostraram revoltadas com o resultado: a Viradouro e a Tijuca. Joãosinho Trinta chegou a dizer que houve uma “pajelança nos bastidores”, em clara alusão à Beija-Flor.

“A Viradouro foi perfeita, as escolas que passaram ontem antes ou depois diminuíram-se diante de nós. Posso dizer sem margem de erro que nós somos os campeões de 98, independentemente do resultado”, protestou o mandatário da Vermelho e Branco de Niterói, José Carlos Monassa.

Já os tijucanos reclamaram que os jurados canetaram a escola por causa do comportamento de Eurico Miranda e por restrições clubísticas ao Vasco, time do coração do presidente Fernando Horta.

A indignação pelos lados de Niterói continuou no Desfile das Campeãs e componentes carregaram uma grande faixa perguntando: por quê? E Mestre Jorjão voltou a caprichar nas paradinhas estilo funk.

RESULTADO FINAL

POS. ESCOLA PONTOS
Estação Primeira de Mangueira 270
Beija-Flor de Nilópolis 270
Imperatriz Leopoldinense 269,5
Portela 264
Unidos do Viradouro 262,5
Mocidade Independente de Padre Miguel 261,5
Acadêmicos do Salgueiro 261,5
Acadêmicos do Grande Rio 255,5
União da Ilha do Governador 255
10º Caprichosos de Pilares 253,5
11º Tradição 247
12º Unidos de Vila Isabel 246
13º Unidos da Tijuca 225 (rebaixada)
14º Unidos do Porto da Pedra 223 (rebaixada)

O Império Serrano, com enredo de temática africana, venceu o Grupo de Acesso A com notas máximas em todos os quesitos – em outro resultado muito contestado pelos amantes do Carnaval, já que a Verde e Branco ficou exagerados dois pontos à frente da vice-campeã São Clemente.

A Aurinegra da Zona Sul fez um belo desfile e também ascendeu ao Grupo Especial com enredo sobre “os poderes do povo”, pedindo justiça e direitos como saúde, educação e moradia.

Lamentavelmente, a Acadêmicos da Rocinha foi “bi-rebaixada”, caindo para o Grupo B, assim como a Lins Imperial.

No Acesso B, que desfilou na sexta-feira de Carnaval, o campeonato ficou com a Unidos do Jacarezinho e o vice com a Unidos de Villa Rica – ambas ascenderam ao Acesso A.

CURIOSIDADES

– Foi o último desfile transmitido pela TV Manchete, que naquela altura já estava em crise profunda, pouco mais de dois anos depois da morte de Adolpho Bloch. No meio de 1999, a emissora carioca foi vendida, e o canal passou a se chamar Rede TV.

– Na TV Globo, a novidade foi a participação de Isabela Scalabrini na narração ao lado de Fernando Vanucci.

– A conquista de 1998 foi a primeira da Beija-Flor no sambódromo. Com outros oito títulos (2003, 2004, 2005, 2007, 2008, 2011. 2015 e 2018), a escola honraria o apelido de  Deusa da Passarela.

– Pouco depois dos desfiles, foram produzidos três CDs bem bacanas: um com os sambas de 1998 gravados durante as apresentações oficiais das escolas, um com as baterias na avenida e outro só com os esquentas de cada agremiação naquele ano. Gostei especialmente do terceiro, com hinos como “Exaltação à Mangueira” e “Foi um rio que passou em minha vida”, além de sambas históricos como “Kizomba” e “Liberdade liberdade, abre as asas sobre nós”.

– Falando em gravações, o Salgueiro, insatisfeito com a Gravasamba, resolveu comercializar um próprio compacto com seu samba-enredo. Com todo o respeito, não curti o resultado. E o hino salgueirense de 1998 também não apareceu no CD ao vivo.

– Jamelão conquistou seu último prêmio do Estandarte de Ouro, totalizando seis. Um como destaque masculino (1975) e cinco como intérprete (1982, 1990, 1992, 1996 e 1998).

– Sete anos após ser homenageada pela Viradouro em enredo, Dercy Gonçalves voltou a desfilar pela escola num carro alegórico. E se arrependeu: “Isso está sacudindo mais do que as ondas do mar em navio pesado, mas é para eu tomar vergonha na cara e não desfilar mais desse jeito”, disse a atriz bem ao seu estilo irreverente.

CANTINHO DO EDITOR – por Pedro Migão

A Portela depois deste desfile ficaria nove carnavais seguidos afastada do Desfile das Campeãs. Durante este período somente em 2002 e em 2004 a agremiação faria desfiles que a credenciariam a tal. 1998 também marca a última vez em que “Foi Um Rio Que Passou em minha Vida” foi cantada no esquenta da escola antes de um longo ostracismo – até voltar em 2014. Também marca o inicio de um jejum de 14 anos de “Estandartes de Ouro” de samba enredo, quebrado apenas em 2012.

A permanência da Caprichosos no Especial sendo a primeira a desfilar no domingo somente seria repetida pela União da Ilha em 2010. Todas as “primeiras de domingo” neste período foram inapelavelmente mandadas de volta ao Grupo de Acesso.

As histórias de bastidores daquele ano indicam que o rebaixamento da Unidos da Tijuca teve muito a ver com a tentativa do mandatário do Vasco, Eurico Miranda, de influir na política do carnaval. A Porto da Pedra esteve envolvida em grande polêmica com a Riotur antes do desfile devido ao seu enredo, e o refrão do samba insinuava que a escola teria sido “roubada” no resultado do ano anterior.

Consta que os herdeiros de Luiz Carlos Prestes não ficaram muito satisfeitos com a homenagem. A alegação é que se mostrou mais os lugares onde ele viveu que propriamente sua vida e legado.

Segundo o recente livro lançado sobre a Mocidade, o enredo não tinha originalmente intenção de homenagear Castor de Andrade, que faleceu quando o desfile já estava sendo preparado. Em entrevista ao livro, o então carnavalesco Renato Lage pontua que ficou bastante aborrecido com as insinuações de que todo o enredo era uma homenagem ao patrono.

A Viradouro também foi acusada de ter plágio em seu samba enredo durante o período pré carnavalesco. Plágio ou não, foi penalizada no quesito.

O desfile da Ilha já foi retratado na série “Samba de Terça”, e uma coluna do compositor Aloisio Villar contou a história da disputa de samba daquele ano. Em comentário ao post que escrevi, o então carnavalesco Milton Cunha revelou que se mudou da Beija Flor para a União da Ilha (algo que seria impensável nos dias de hoje) porque “não aguentava mais o Laíla”

A Imperatriz perdeu o campeonato exatamente em samba-enredo. Nos anos seguintes, sob a presidência de Luiz Pacheco Drumond na Liesa, a ala de compositores da escola se firmaria como a melhor do Rio aos olhos dos jurados, sempre com todas as notas máximas. Por outro lado, o carro que retratava o filme “Metrópolis” era sensacional, em uma boa incursão da carnavalesca Rosa Magalhães em temática mais “futurista”.

Após quatro anos consecutivos entregando carnavais inacabados(“é tetra!!! é tetra!!!”), o carnavalesco Roberto Szaniecki ficaria fora do carnaval carioca em 1998. Ele assinou o desfile da Gaviões da Fiel, em São Paulo.

Links

O desfile campeão da Mangueira em 1998

O outro desfile campeão, da Beija-Flor

A apresentação que reconduziu a Portela ao Desfile das Campeãs

A empolgante exibição da Viradouro

Fotos: O Globo, Extra e reprodução de TV

38 Replies to “1998: Mangueira, com Chico, e Beija-Flor, com pajelança, finalmente voltam a sorrir”

  1. Mangueira: comissão de frente impecável, desfile ótimo, título justo. Beija-Flor: Desfile frio, técnico, título contestável. Aliás, primeiro (de muitos) títulos da passarinha nilopolitana na Sapucaí

    A Imperatriz só perdeu o título por causa da sequência do refrão “É novo tempo, é bom pensar/É tempo amor de libertar/O sentimento e a terra preservar” só que na hora de cantar o “preservar” eles emendavam para o “vamo lá bateria”

    A Unidos da Tijuca tomou essa porrada para que Eurico Miranda não entrasse no ramo do carnaval, já pensou o que seria do Pavão e do carnaval se o homem do charuto mandasse e desmandasse na folia?

    Viradouro merecia ficar um pouco acima, no máximo em terceiro. Por outro lado, o “Orfeu” se tornou o samba mais popular da escola. Aliás, a Viradouro terminou em 5°, advinha quem terminou em 6°? Mocidade! É, a freguesia começava…

    Comentei na época do Trinta Atos que se todas as notas valessem, a Manga seria campeã, com a Imperatriz vice, Beija em terceiro, Portela em 4° e Mocidade em 5°. Viradouro amargaria um 7° lugar.

    A Globo não deu cobertura ampla da festa em Nilópolis, botou apenas um helicóptero. Como resposta, torcedores da Beija dispararam cantos e xingamentos contra a emissora. Aliás, último carnaval da saudosa Manchete, que já tava na pindaíba, o calote da Igreja Renascer no ano seguinte foi a punhalada fatal.

    Se por um lado o samba da Tijuca embalou o Vasco para ser campeão Carioca e da Libertadores, por outro, o samba da Caprichosos embalou Benedita da Silva para ser eleita vice-governadora do Rio no mesmo ano…

    “Após quatro anos consecutivos entregando carnavais inacabados(“é tetra!!! é tetra!!!”)” Pedro Migão é genial!

    Infelizmente foi o último álbum gravado no Teatro de Lona, desativado quatro anos depois pelo governo que Benedita entrou.

    Que venha o absurdo de 1999!

  2. Chegamos em 1998 e como diria o título do enredo da Imperatriz: “Quase ano 2000…”.

    Aliás este ano a escola de Ramos fez um desfile que era a antítese da carnavalesca Rosa Magalhães, ao invés de falar do “passado’ ela optou por abordar o “futuro”. Plasticamente a escola estava bem e destaco a comissão de frente com uma coreografia “das antigas” (sem o uso do abominável elemento alegórico).

    Sobre os sambas o da Mangueira fez jus ao homenageado. Apesar de eu não gostar de Chico Buarque, é necessário respeitar a trajetória dele e bela homenagem da Verde e Rosa. E como as coisas mudam. A Leci Brandão implicou com os compositores paulistas e hoje é madrinha da Acadêmicos da Tatuapé. E já foi pedir voto para se eleger deputada na Pérola Negra, prometendo até quadra (eu estava lá) que até hoje não cumpriu!

    E que samba da Portela. Obra prima poética desculpem o neologismo) que entra nos meus TOP 10 dos anos 90.

    Curto muito o trabalho do saudoso Jackson, que nos deixou cedo demais.

    E a Beija-Flor consolidando sua opção em ter uma comissão de carnaval. Opção essa que se mostrou vitoriosa. De lá pra cá, me corrijam se eu estiver errado, lembro de cabeça que apenas Imperatriz e Grande Rio nunca tiveram mais de um carnavalesco em seus carnavais, certo?

    Porto da Pedra talvez tenha pago caro pela provocação…e que bom que como disse o Carlos Alberto: o Eurico Miranda não conseguiu dar pitaco no carnaval!

    E a Mocidade que dizia ter “aprendido” com os erros de 1997, os repetiu em 1998. lembro que na transmissão foi dito que a alegoria que tinha uma índia (Jaci), era considerado a maior escultura de isopor feita em peça única até aquele ano.

    Se não me engano o Polonês já deixou de ser treta né? Caminha para o octa?!?!

    Valeu!

    1. Polonês é um dos grandes mistérios do carnaval. Ele nunca termina o carnaval e tá sempre empregado.

      1. Se um dia eu virar carnavalesco, faço um enredo sobre o Polonês.

        A comissão com a chegada dele ao Brasil, abre-alas representando a Polônia….pronto tá entregue!!! kkkkkkk

    2. Para o carnaval de 2013 a Imperatriz formou uma comissão de Carnaval com Cahê Rodrigues, Mário e Kaká Monteiro

  3. Boa tarde!

    Prezado Fred Sabino:

    Algumas considerações (Breves, eu prometo!) sobre 1998 (TODAS sobre a Segunda-feira):

    – A modelo Luma de Oliveira gerou polêmica durante do desfile da Tradição por usar uma coleira com o nome do seu então marido, o empresário Eike Batista. A fantasia era de onça preta.

    – A bateria da Imperatriz ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala. Feito único na história da premiação. A construção dos circuitos de um robô feito com materiais simples e as bolas de acetato em verde cromado (Sustentadas por varas de pescar pintadas de preto) eram das visões mais impressionantes do carnaval.

    – Aliás, falando em Imperatriz, e a ousadia de Rosa Magalhães, as cabeças da Comissão de Frente “Sonho de Ícaro” eram feitas com canudinhos de refrigerantes! E durante anos eu defendi (E ainda posso defender?) de que o carro “Metrópolis” era uma alegoria humana, consagrada muito tempo depois como estilo de Paulo Barros.

    – O desfile da Viradouro foi monstruosamente arrebatador! Pelo menos do Setor 3 (Onde eu estava), não tinha para ninguém.

    – O enredo da Tijuca era uma trilogia do genial e saudoso Oswaldo Jardim, começando com Vasco da Gama, passando pelo “Dono da Terra”, de 1999, e se encerrando com “Eu sou índio. Eu também sou imortal”, da Vila Isabel, em 2000.

    – Milton Cunha nos brindava com o que eu chamo de um legítimo enredo de Escola de Samba, apresentando-nos um personagem de suma importância para o legado brasileiro (No caso de Verger, mundial!). Infelizmente a Escola estava despencando…

    – O início da segunda parte do samba da Portela lembra o samba da própria Escola (E de mesmo autor…) de 1995. Apenas por este motivo, eu fico com um pé atrás nele. No mais, está sempre na Playlist!

    Que venha 1999!

    Atenciosamente
    Fellipe Barroso

    1. Boa lembrança Fellipe, sobre os materiais usados pela Rosa na comissão e bateria. E pela lembrança da maravilhosa Luma que, incrivelmente, já foi enredo.

  4. um ano onde a mangueira era a campeã sozinha.a mocidade tinha um samba limitado sobre as estrelas.

    a beija-flor foi campeã por causa dos descartes.a viradouro foi punida aonde devia e não devia como o samba que é legal.

    carlos,tenho ressalvas quanto ao estácio nesse ano,tem notícias boas do barracão,mas a primeira sempre é muito punida.

    a tijuca tinha um samba popularíssimio mas acho apenas um bom samba nada demais.

  5. 1998 marca meu começo de fato ao carnaval. Na época em com 9 anos.

    Tanto Caprichosos, como Tradição eu tive que acompanhar pela Rede Manchete. A Globo só começara com a Mangueira e Salgueiro, as segundas de cada dia para o resto do Brasil.

    Caprichosos abriu o desfile dentro das suas possibilidades. Supresa o décimo lugar;

    Salgueiro impressionava com todas as suas alegorias com movimento, mas insuficiente para as primeiras posições;

    Vila Isabel começou com um luxuoso abre alas. Nível que não se manteve. O samba é agradável no CD, nem tanto na avenida;

    Grande Rio começou a ser badalada com a ex-sem terra em seu desfile. Foi de certa forma uma apresentação competente. Lembro do jornal Estado de S. Paulo colocando como melhor da noite ao lado da Mocidade. Samba super canetado na apuração;

    Porto da Pedra eu achava um enredo confuso e não mudo de opinião 18 anos depois. Plasticamente veio melhor que tres ou quatro escolas. Caiu em última com certeza pela retaliação dos jurados;

    Mocidade: sem dúvidas a melhor da noite quesito a quesito mas insuficiente pra título. Gosto muito desse samba e da alegoria dos zodíacos;

    Portela: repetiria esse colocação apenas em 2008, 10 anos. Plasticamente deveu muito, principalmente nos ultimos setores. Mas foi um bom desfile;

    Tradição também veio dentro das suas possibilidades. Acredito que Casal e Comissão fez a escola permanecer e com folgas no Especial;

    Mangueira nesse desfile eu já era Mangueirense de coração e sabia que o título era dela. Seria mais justo o título sozinha.

    Imperatriz me traz as maiores imagens na lembrança como aquela comissão de frente e a fantasia da bateria. Trocaria de posição com a Beija-Flor;

    Viradouro a escola mais esperada do pré carnaval confirmou as expectativas no desfile. Mas parece que faltou força para o Bi. PORQUE? Dizia João 30!;

    Beija-Flor: nada fácil desfilar depois de Mangueira/Imperatriz/Viradouro. Confesso que achei surpresa esse título, confirmado no desfile das campeãs as vaias e críticas.

    U.da Tijuca: samba cantarolado até hoje e lembro de uma matéria que colocavam a escola entre as gratas surpresas. Flopou na apuração;

    U.da Ilha: um dos meus sambas preferidos não só da escola mas do carnaval. Meio de tabela justo, vide a colocação do ano anterior. Aquela esculura de Jean Pierre no abre alas me choca até agora.

    Saudades do Carnaval 98! <3

    1. “A Globo só começara com a Mangueira e Salgueiro, as segundas de cada dia para o resto do Brasil.”
      Pelo menos no Ceará, a Globo NĂO mostrou a Mangueira ao vivo (assim como ñ havia exigido a Viradouro no ano anterior), exibiu capítulo normal (em duração) da novela “Por Amor” . Em 1995 e 1996, passou “Tela Quente” depois da novela. “Padre Miguel, olhai por nós” veio ser mostrada na penúltima alegoria. Em 1997 passou a ñ exibir a sessão de filmes, em 2000 “Terra Nostra” foi mais cedo e com capítulo com duração bem menor. No ano seguinte além de cap menor e mais cedo da novela “Porto dos Milagres” a toda poderosa exibiu todos os desfiles ao vivo, algo que perdurou até 2012. Como os paulistas preferiram assistir à minissérie bíblica “Rei Davi”, o que repercute muito na internet, a partir de 2013 as que abrem os desfiles foram Lima das da transmissão nacional ao vivo via TV.

  6. Mais um ótimo texto, parabéns!

    Nesse ano de 1998, finalmente pude soltar o grito de campeão pela primeira vez (86 e 87 era muito pequeno). Foi a primeira vez que fiquei tenso antes de um desfile da Mangueira, pois constatei que realmente tínhamos chance de vitória, que felizmente veio. Que desfile! Que homenagem justa aquele que, pelo menos para mim, é o maior compositor da música brasileira, Chico Buarque. O samba, tão criticado, rendeu muito bem na avenida, apesar que na final tinha um samba do Paulinho Tapajós, Moacyr Luz e Eduardo Souto que era extraordinário!

    Uma curiosidade sobre esse desfile contada uma vez pelo carnavalesco Alexandre Louzada num Sem Censura especial de Carnaval (não recordo o ano) é que ele estava tão nervoso com uma certa “bagunça” da escola na concentração que pegou o carro e se mandou pro barracão, achando que daria tudo errado, porém, ao ligar a tv, viu que a escola estava maravilhosa, resultado, voltou correndo para o sambódromo e curtir o finalzinho do desfile, feliz da vida!

    A meu ver, a Mangueira merecia ser campeã sozinha, mas se fosse para dividir, Imperatriz, Portela e, principalmente, Viradouro, fizeram apresentações muito superiores a da Beija-Flor, que, em compensação, iniciava em 1998 um ótimo critério para escolher sambas, além de um forte trabalho junto a sua comunidade, que viraria referência para as demais escolas.

    A Unidos da Tijuca descobriu, da pior forma possível, que homenagear um time no Rio de Janeiro sem ser o Flamengo não é uma boa… Claro que nem o mais fanático tijucano (ou vascaíno) poderia pensar em desfile das campeãs, mas ficar entre as 10 era o mínimo que aquele desfile merecia, foi superior aos dos anos anteriores inclusive (mesmo com a nefasta presença e costumeira falta de educação do – infelizmente – atual presidente do Vasco). Não acredito em represália contra as tentativas do homem do charuto em influenciar no Carnaval, pois sua presença continuou bem notada na escola nos três carnavais seguintes, e em 2000 a escola, aparentemente com uma boa ajuda financeira por parte do ex-deputado, até voltou entre as campeãs… Como consequência desse resultado, nenhuma escola do Grupo Especial, possivelmente temerosas em ter o mesmo destino, se interessou pelos centenários de Fluminense (2002) e Botafogo (2004), além da pior de todas, que foi nos privar de ver “O Dono da Terra” no Grupo Especial! (Grr…) Pelo menos o samba, talvez por lembrar uma fase bem vitoriosa do clube, é cantado pela torcida do Vasco até hoje…

    Sambaço da Portela, com uma primeira parte que não tem como não cantar junto. O esquenta realmente foi emocionante, não dá pra entender a opção da escola de ficar tanto tempo sem “Foi um rio que passou em minha vida” no esquenta, acho que dá no mesmo que a Mangueira ficar sem cantar “Exaltação à Mangueira”, por exemplo.

    Grande Rio também animou, principalmente por inserir em seu refrão o “Ah, eu tô maluco”, moda na época. Porém, além de claramente datar o samba, tinha um concorrente do André Diniz que era bastante superior…

    Pra terminar, um sinal dos tempos: em 1998, Chico Buarque era enredo campeão do Carnaval, aplaudido por mais de 30.000 pessoas na Sapucaí. Hoje, é xingado por playboys na rua e em redes sociais… Lamentável…

    Mais uma vez, parabéns ao autor e ao editor-chefe pela série, e desculpe se me estendi demais no comentário, é que adoro esse Carnaval…

    1. Luis Fernando, homenagear centenários parece que só deu certo em Porto Alegre: em 2003 os Bambas da Orgia homenagearam o Grêmio e ganharam e em 2009 os Imperadores do Samba falaram do Internacional e também faturaram o título.

      A Mancha Verde em São Paulo, seguiu o exemplo da Tijuca: rebaixamento em 2015!

      1. Não sabia desses desfiles em Porto Alegre Ladislau, vou procurar vídeos no youtube! Acho bem legal quando as escolas de samba falam de futebol, principalmente da história de nossos clubes, tem muita coisa boa pra contar. O da Mancha Verde vi o desfile, os demais de São Paulo assisti depois do Carnaval, e dá pra dizer que o rebaixamento da Mancha foi uma injustiça tão grande quanto o da Tijuca!

        1. Valeu Luis,

          Vai faltar meu São Paulo em 2035 (vamos ver se a Dragões que se desvincula tanto do clube fará a homenagem…rsrsrs).

          Tambem concordo no rebaixamento da Mancha, que em 2013 também foi (até mais) injusto.

          1. Ladislau, se não for a Dragões, também tem a Independente Tricolor, acho que ela logo, logo estará no Especial…

          2. Boa noite!

            Prezados:

            Apenas discordando dos dois quanto aos rebaixamentos injustos da Mancha.
            Ela não estava feia em 2013 e 2015, mas o que veio depois foi muito melhor!

            …saudades do Anhembi…
            Em 2016, após anos consecutivos indo a Sampa ver ao vivo, ficarei apenas na Sapucaí (Inclusive nos dias do Acesso).

    2. Se não me engano, Fluminense e Botafogo foram homenageados por escolas do Acesso A e B.

      E a Imperatriz foi muito bem em 2014 falando do Zico. A questão não é falar de futebol, mas sim, saber falar!

      1. O Fluminense foi homenageado pela Rocinha no ano seguinte ao centenário, em 2003, no Acesso A. Já homenagem ao centenário do Botafogo, sinceramente, desconheço.

        Mas me referi a homenagens no Grupo Especial, e para os outros clubes que não têm a maioria de torcedores no RJ. Com o rebaixamento da Tijuca, nenhuma escola do Especial se arriscou a homenagear Fluminense e Botafogo e possivelmente ter a questão clubística interferindo no julgamento de seu desfile.

      2. Rodrigo,

        A Rocinha homenageou o Fluminense com o enredo “Nas Asas da Realização, Entre Glórias e Tradições, a Rocinha Faz a Festa dos 100 Anos de Campeão… Sou Tricolor de Coração!”. Mas a escola não teve um resultado expressivo e terminou apenas na 10ª colocação do Grupo A.

        Sobre o Botafogo, não me lembro do centenário, mas sim de a Vila Isabel falar do Nilton Santos em 2002 e ficou em segundo no acesso A.

        E vale o registro: a Unidos da Ponte homenageou o América com o enredo “Hei de torcer, torcer, torcer… América, 100 anos de Paixão”, ficando em 5º lugar no Grupo B.

          1. OK amigos, fica decretado assim:

            §Cláusula Extra para regulamento da LIESA e LIGA SP: está eternamente vetada para as escolas de samba do eixo Rio-São Paulo, falar, homenagear, citar, cantar, mencionar, pensar em fazer enredos em homenagem a clubes de futebol no ano de seus centenários, bi-centenários, tri-centenarios, etc…

    3. Chico colhe o que plantou ao defender com unhas e dentes o governo mais corrupto da história.
      Se a Mangueira repetisse em 2016 exatamente o mesmo desfile de 98 não ganharia nunca o carnaval porque até os “playboys” dos setores populares o vaiariam.

  7. 1998 se houve alguma injustiça foi o rebaixamento da Unidos da Tijuca(não sou Vasco da Gama e sim Corinthians) que não merecia estar nas campeãs mas rebaixamento foi exagerado sendo que a questão clubística falou mais alto.
    A entrada da Mangueira no sambódromo e as milhares de bandeiras agitadas foi algo emocionante que derrubou até o velho Chico Buarque.
    Carnaval com excelentes sambas, belo acabamento de carros e que terminou com o merecido título da emplogada Mangueira e o desfile eficiente da Beija-Flor. Quanto a Viradouro foi a escola mais badalada no pré-carnaval fez um belo desfile mas cometeu erros gritantes que a tiraram da disputa embora o 8.5 em bateria foi criminoso. Quem também me surpreendeu negativamente foi a União da Ilha que tinha tudo para fazer um excelente carnaval tendo em seus quadros Milton Cunha e o craque Rixxa nos microfones.

  8. Acho que serei o único que penso que as duas campeãs foram justíssimas!!

    A Beija-Flor trouxe o que é, pra mim, seu melhor samba-enredo da história – melhor até do que o de 1978. E como o Fred já falou em inúmeras colunas: emoção não é quesito. Dentro dos quesitos, a Beija-Flor foi impecável, junto com a Mangueira. Imperatriz e Viradouro, não.

    Simples assim.

    No mais, o rebaixamento da Unidos da Tijuca nos alijou de termos, no Especial de 1999, o MARAVILHOSO “Dono da Terra” no CD.

  9. Lembro da Globo ter sido muito criticada pelo fato de exibir o filme “Loucademia de Polícia”, impedindo que víssemos as primeiras de segunda-feira. O refrão do “ah eu tô maluco”, se não me engano, foi fator determinante para a vitória na Grande Rio. Já o samba da Beija-Flor eu sempre cantava “as sete cidades governadas por Almir”, referência ao Almir Gabriel, governador paraense na época.

  10. Na minha opinião, o título deveria ser somente da Manga. Enredo estapafúrdio e samba ruim da Beija-Flor (questão de gosto).

    Realmente a Imperatriz foi para as cabeças de novo, a escola fez mais um grande desfile na parte plástica, de execução e de técnica. E a história do “vamo lá bateria”, pulando um trecho da letra, pode até ter ferrado com a escola.

    Mas nunca que a Imperatriz merecia ficar em 3º. Vice da Mangueira não era nenhum demérito. Esse empate de 1998 é difícil, duro de engolir.

    Ah… e o rebaixamento da Unidos da Tijuca foi um disparate. PS.: NÃO sou Vasco.

    1. Rodrigo,

      Voce falou bem sobre o caco “vamo lá bateria”

      Lembro tambem que o Salgueiro em 2007 com o belo “Candaces”, os interpretes atravessavam com um “ôôô”, “ôôô” na parte abaixo.

      “Mães feiticeiras, donas do destino,
      Senhoras do ventre do mundo,
      Raiz da criação
      Do mito a história (ôôô)
      Encanto e beleza (ôôô)
      Seduzindo a realeza”

      Se bem me recordo na justificativa citaram isso para justificas as notas 9,8 e 9,9.

  11. Sambas muito gostosos de cantar nesse ano de 98.
    Achei brilhante o desfile da Beija-Flor, sendo que esse trecho da letra ficou espetacular cantando pelo Neguinho:
    “Pajé, a pajelança está formada/Eu vou na barca encantada/Anhangá representa o mal/Evoque a energia de Auí/Pra vida sempre existir
    Oferenda ao mar pra isentar a dor/Com a proteção dos caruanas Beija-flor/A pajelança hoje é cabocla/Na Ilha de Marajó, vou dançar o carimbó/Lundu e siriá, marujada e vaquejada/Minha escola vem mostrar/O folclore que encanta/O estado do Pará”

  12. Textos otimos como sempre. Estou lendo um a um e adorando. Uma pequena correção

    A permanência da Caprichosos no Especial sendo a primeira a desfilar no domingo somente seria repetida pela União da Ilha em 2010. Todas as “primeiras de domingo” neste período foram inapelavelmente mandadas de volta ao Grupo de Acesso ( Em 2006 meu Salgueiro abriu o Domingo e não caiu, amargou um horrivel 11 posição)

      1. Na era Sambódromo apenas 4 vezes a que abriu os desfiles do domingo que vieram do Acesso ñ caíram ou ficaram na zona de rebaixamento (vide 1993 e 1994 qdo Ponte e Império acabaram permanecendo):1986 Unidos da Ponte, 1988 Unidos da Tijuca, 1998 Caprichosos e 2010 União da Ilha.

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