Desde o começo do ano está rolando aquilo que é tão tradicional quanto a quebra das promessas de fim de ano. A Copa São Paulo Sub 20, que já foi de juniores um dia.
O torneio já existe há mais de quarenta anos e revelou grandes craques de nosso futebol. Um dos mais famosos, Falcão. Os mais recentes: Neymar e Oscar.
Sempre foi o torneio mais esperado da categoria e tratado com grande carinho pelos torcedores. Eu tenho grande carinho pelo time do Flamengo de 1990. Lembro ate hoje a escalação. Adriano, Mario Carlos, Júnior Baiano, Rogério e Piá; Marquinhos, Luis Antonio, Marcelinho e Djalminha; Paulo Nunes e Nélio. Todos chegaram a jogar nos profissionais do clube e alguns foram campeões brasileiros.
Mas em algum momento o torneio se perdeu.
Hoje são 112 times, muitos clubes que nem profissionais são. O regulamento é tão esdrúxulo que vai premiar (ou já premiou nesse sábado) um time eliminado no mata-mata com uma “volta do mundo dos mortos”. Muitos times, boa parte horrorosos causando inúmeras goleadas, prato cheio apenas para uma categoria.
A dos empresários.
O bom Popbola, que já foi tema nesse espaço, apelidou o torneio de ‘Copa São Paulo dos Empresários’ e virou isso mesmo. Com a Lei Pelé extinguindo o passe, a crise econômica e a péssima administração dos clubes tudo vira um prato feito para esses empresários que, assim como os chineses da coluna anterior, chegam com o carrinho de supermercado e o ônibus para levar os garotos.
Os pais, na maioria das vezes de origem humilde, topam, os clubes, com pires na mão, também e dessa forma o garoto que chamou a atenção em seu time já chega aos profissionais com o passe fatiado. Isso quando não vão embora antes mesmo de chegar ao time principal.
Assim o menino vai embora ganhar um dinheiro imediato em detrimento a um plano de carreira e de ganho financeiro maior lá na frente e o futebol brasileiro acaba não conhecendo alguém que poderia fazer diferença em sua história.
A Copinha virou uma grande vitrine. De meninos já nas mãos de empresários querendo levar para o exterior ou daqueles que irão para as mãos desses empresários. Tudo é business. Nada é esporte.
Gol da Alemanha.
Twitter – @aloisiovillar
Facebook Aloisio Villar
Imagens: Placar e Globoesporte.com
Bom dia.
Falando de Flamengo, me vem a cabeça aquela primeira geração de ouro dos anos 70 e 80 comandados por Zico , Júnior e outras feras.
O grupo campeão da Copa São Paulo de Juniores em 1990 era para ser a segunda. Seria um time e tanto com Adriano, Fábio Augusto, Júnior Baiano, Rogério e Piá.
Fabinho,Luís Antônio, Marcelinho e Djalminha. Nélio e Paulo Nunes.
Mas , infelizmente , o presidente da época ( Luís Augusto Veloso)contraiu dívidas , resolveu vender quase todos e os que saíram brilharam em outros clubes.
São os casos de Djalminha , que mandou bem no Guarani, Palmeiras e La Coruña( Espanha), Marcelinho , que seria ídolo do Corinthians e Paulo Nunes , que brilharia com as camisas de Grêmio e Palmeiras.
Nos dias de hoje, a Copa SP perdeu a graça no sentido esportivo, futebolístico.
O que vale hoje é dinheiro e empresários querendo lucrar em cima dos garotos. é triste , mas é a realidade.