Como algumas pessoas sabem, em meados do ano passado eu fundei uma escola de samba. A “Nação Insulana”. Tudo surgiu um ano e meio antes, quando após mais um fracasso do Boi da Ilha na avenida eu criei a página do “Reage Boi” no Facebook, tornando-se o maior movimento de mobilização em prol de uma escola de samba feito até hoje na Ilha do Governador.

Não deu certo lá, mas deu certo em um novo amor, nova bandeira. Em agosto foi criada a Nação Insulana e eu escrevi em meu blog, o “Trocando em miúdos”, no dia seguinte. Aqui também foi criada uma coluna nesse dia. Para ser original, publico a coluna do meu blog do dia 18 de agosto de 2015.

Publico porque hoje é um dia histórico para o samba da Ilha do Governador e para minha vida. Onze da noite, pela primeira vez em sua história, a Nação entra em uma avenida para desfilar. Que Nossa Senhora da Ajuda nos abençoe e nos conduza a fazer um grande desfile.

Hoje é dia de tensão, de emoção, de lembrar da ideia de fazer a escola que ocorreu no dia da eleição do Boi, das reuniões no quiosque ao lado da igreja, de fazer história e ter orgulho. Muito orgulho. Apresento a vocês a minha bandeira. A minha Nação.

NaçãoA NAÇÃO INSULANA

Quanto custa um sonho?

Abrir mão de um é caro, muito caro e as coisas que podemos perder em busca dele também. Podemos perder horas de sono, de contato com quem amamos, até mesmo amizades.

Até onde vale a pena lutar por um sonho?

Até o fim. Porque sonho que se sonha só é apenas sonho. Sonho que se sonha junto vira realidade.

Era uma vez um povo que tinha um sonho. Era um povo guerreiro, que dava horas e horas de sua vida, seu lazer e do contato com quem amava por um sonho. Não ganhava dinheiro, muito pelo contrário, gastava. Dava seu suor, sangue, lágrimas para ver seu objeto de amor bonito. Sua parte era feita com brilhantismo, com alma. Mas infelizmente tudo se perdia por mãos incompetentes e que não tinham o mesmo amor que esse povo.

Um dia esse povo se revoltou, De tanto ver seu amor, aquele por quem dava horas e horas de sua vida maltratado ele se rebelou e quis ter voz. Quis simplesmente poder opinar e ter o direito de decidir sobre os rumos daquele seu objeto de amor. Não quis impor nada, passar pro cima de ninguém. Apenas ter direito a voz. Opinar.

Esse povo teve seu desejo negado. Só tinham direito a se doar a esse projeto, não a opinar. Como esse povo não aceitava mais essa forma de conduta acabou exilado. Longe de seu objeto de amor.

Até que ele percebeu que o objeto de amor era apenas isso. Objeto. O importante não era o objeto e sim o amor que carregava consigo.

E ao perceber o povo sem voz ganhou voz, o povo exilado ganhou solo. O povo sem rumo ganhou um lugar seu.

Como fênix ressurgiu em uma nação.

A Nação Insulana.

NaçãoInsulanaEssa fábula foi apenas pra dizer que sonhos não têm preço e não devemos desistir deles. Tínhamos o sonho de reagir com o Boi da Ilha e para isso criamos o Reage Boi sem perceber que no ato de criarmos o movimento para que reagisse nós reagimos automaticamente. Não a escola. Mas a sua essência que se mostrou viva no peito de abnegados, de pessoas que queriam nada em troca, apenas ter orgulho de seu objeto de amor.

Orgulho que foi devolvido a partir do momento que juntos se viram fortes e que nada, nem um sistema imposto por gente incompetente poderia deter.

A Nação Insulana surgiu dessa reação, dessa essência. Sem revanchismos, vinganças, nem picuinhas. Apenas para que esse amor possa ser exalado puro e bonito como sempre devia ser feito. O povo agora tem voz, comando e sabe que pode ter orgulho de seu trabalho.

É apenas o primeiro voo da fênix sob a benção de Nossa Senhora D`Ajuda. Agradecendo ao Boi da Ilha por todo o aprendizado e por tudo que foi feito a ele o povo agora voa por suas próprias asas criando sua história e evitando erros que lhe fizeram voar por novas nuvens.

Sonhando com um voo melhor. Um voo com democracia, respeito, tradição e modernidade. Tudo aliado a companheirismo, amizade e sonhos..

Até porque como eu disse numa coluna anterior. Gostamos de viajar.

Bem vindos os loucos para o voo da Nação até o infinito.

Juntos somos mais fortes.

Juntos somos uma nação.

Twitter – @aloisiovillar

Facebook – Aloisio Villar

3 Replies to “O dia de uma Nação”

  1. Boa sorte e bênçãos pra Nação Insulana. O uso de redes sociais também pode trazer emoção, feliz de ver um ‘@’que sigo realizar um sonho, transformar o abstrato em concreto mostrando o valor de trabalho em equipe. Dá-lhe Fênix!

  2. Aloísio parabéns pela Nação Insulana. Moro em São Paulo, mas o que precisar de ajuda com a escola, estou a disposição.

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