Olimpíadas para mim sempre tiveram um significado muito especial. Lembro que desde criança sempre fui apaixonada, não saia da frente da TV acompanhando as competições, em especial Vôlei, futebol, natação e ginástica. Ficava imaginando como um atleta se sentia ao chegar no lugar mais alto do pódio, relembrando toda sua trajetória até chegar ali, enquanto a bandeira de seu país sobe.
Deve ser uma emoção indescritível, tanto que até eu me emocionava, em especial quando eram atletas brasileiros, pois eles lidam com muitas dificuldades, principalmente no quesito financeiro. Os Jogos sempre deixaram exposto meu lado patriota. Esse ano, com os jogos no Brasil, ainda não senti nada disso. É estranho, mas não estou nem um pouco empolgada para a Olimpíada, ao contrário, quero que comecem logo pra acabarem o quanto antes e isso se deve a razões pessoais. Não terei lembranças tão boas dessa Olimpíada como tenho de outras. Quem sabe minha empolgação surja quando eu vir os jogadores de vôlei na minha televisão.
Brincadeiras à parte, mesmo eu não estando no clima, vou tentar encarnar o espírito olímpico pra falar de um assunto muito sério: o doping.
Durante a história das Olimpíadas, já tivemos algumas medalhas cassadas de atletas que foram pegos em exame antidoping. Pra citar alguns exemplos, temos o velocista canadense Ben Johnson. Em 1988, ele foi recordista mundial nos 100 metros rasos em Seul, mas perdeu a medalha depois da descoberta de uso de anabolizantes. Em um caso mais recente, temos a americana Marion Jones, que ganhou cinco medalhas em Sydney-2000 e as perdeu quando ela admitiu estar dopada na competição.
Entendamos como dopagem o uso de substâncias proibidas que são capazes de promover alterações físicas e/ou psicológicas em atletas, o que lhes daria certa vantagem. No que diz respeito às regras, há um código mundial de antidopagem e o doping é caracterizado como a violação deste código.
Este código estabelece as seguintes situações consideradas como doping:
1-A presença de uma substância Proibida, de seus Metabolitos ou Marcadores na amostra de um atleta
2 – Uso ou tentativa de uso de uma substância ou método proibido por um atleta
3- Fuga, recusa ou falha em se submeter à coleta de Amostras
4-Falhas de localização
5- Fraude ou tentativa de fraude de qualquer parte do processo de controle de dopagem
6- Posse de uma substância ou método proibido
7- Tráfico ou tentativa de tráfico de uma Substância ou método proibido
8- Administração ou tentativa de administração a um atleta em Competição de qualquer substância ou método proibido
9-Cumplicidade
10-Associação Proibida
O desespero por uma medalha e a falta de orientação levam muitos atletas a recorrerem a algumas das situações acima. Além de ser uma questão de justiça e de ética, a dopagem também é uma questão de saúde. Ela oferece sérios riscos, inclusive de morte, aos atletas. O uso de substâncias e ou medicamentos, em altas frequências e sem fins medicinais, pode trazer diversos efeitos colaterais, além da perda de credibilidade e até suspensão.
Dentre as substâncias que são consideradas doping, temos algumas que são bastante comuns: os estimulantes, que agem sobre o sistema nervoso central, aceleram o metabolismo e aumentam a capacidade de tolerância a dor e ao esforço físico; os narcóticos, como a morfina, que agem diretamente no sistema nervoso central, dando resistência a dor; os diuréticos, que aumentam a excreção de urina e podem provocar perdas de peso, além de mascarar outras substâncias consideradas doping.
Bem, aí está um pouco mais sobre essas substâncias que muitas vezes, tiram toda a beleza, justiça e fraudam o espírito esportivo de qualquer competição. Bons Jogos a todos.