Domingo passado no Enem a redação foi sobre intolerância religiosa.

Um monte de gente vibrou em redes sociais dizendo “Quero ver como os evangélicos vão se sair nessa”. Bem, com esse pensamento, ainda bem que eles estavam nas redes sociais e não fazendo a tal redação porque tomariam bomba já que isso também é intolerância religiosa.

Apesar de reconhecer que uma parcela dos evangélicos é a responsável pela intolerância religiosa hoje no país, não dá para botar a culpa toda neles. Primeiro porque como eu disse é uma parcela, muitos não são e não são poucos os evangélicos e suas igrejas que praticam o bem e ajudam o próximo. O evangélico, por exemplo, é o que mais aceita o aquele que já cometeu um desvio na vida como presidiário ou quem cumpriu detenção, e acho isso bonito.

Segundo, porque não foram os evangélicos que inventaram a intolerância ou a guerra religiosa. Só lembrarmos dos tempos da inquisição e que as maiores guerras da história da humanidade tinham a fé passada de forma errada como mote. Só pensar no Estado Islâmico e todo o perigo que ele representa.

Isto posto digo que eu tenho sérios problemas com as religiões e máximo repeito a religiosidade. Acho que a fé e o temor e Deus, seja qual Deus se acredite, é o que ainda mantém o planeta em pé. Se um dia a ciência provar que Deus não existe, a fé é inócua e podemos fazer o que quisermos que não seremos castigados por Deus isso aqui explode.

A fé é bonita, na fé nós encontramos força, acreditamos no impossível. Crer em Deus ou em alguma energia cósmica nos tira da desesperança, da depressão e nos faz acreditar que algo nos tirará de um momento sombrio, de dificuldades nem que seja a nossa força de vontade e a gente nem perceba.

Por isso, acho que a fé deve ser respeitada, por isso acho nojento quem se aproveita da fé, do amor a um Deus para tirar proveito financeiro ou alcançar poder.

Sim, estou falando daquelas pessoas mesmo que vocês estão imaginando. De todos os tipos de bandidos que existem os piores são aqueles que enriquecem pegando doações de quem mal tem para comer, para sustentar suas casas, mas passam aquele pouco que tem na esperança de alcançar uma vida melhor.

Enriquecem, compram fazendas, viram magnatas da comunicação através do suor alheio, da esperança. Debocham da fé e de Deus. Um ateu tem mais respeito a Deus que esses falsos profetas porque pelo menos ele é verdadeiro e admite não acreditar em Deus. Não lhe usa em proveito próprio.

São empresários, donos de franquia, deturpam a palavra de Deus para pregar o ódio, a intolerância e debocham indo totalmente contra os ensinamentos de Deus que sempre passou a compaixão e o amor ao próximo.

Intolerância religiosa. Não vivemos sob o perigo do Estado Islâmico, apenas de uma igreja que faz um planejamento de tomada de poder através da fé, mídia e política apoiada em fanfarrões como Silas Malafaia. Pastor que prega tudo aquilo contrário que se espera de um líder de rebanhos, de um mensageiro da palavra de Cristo.

Pra vocês verem, os estudantes perderam tanto tempo fazendo uma redação, eu escrevi tanto nessa coluna quando para falar de intolerância religiosa bastava colocar uma foto de Silas Malafaia. O raivoso e intolerante que ajuda a dividir ainda mais um país tão dividido. Talvez ele precise entender o que é o amor, o respeito. Será que consegue? Talvez ele precise se encontrar como pessoa, talvez caçar o que o Boechat sugeriu ou quem sabe cair no samba. Olha, essa de repente é uma boa então fica aí o conselho. Caia no samba, abra suas asas, solte suas feras, bote pra fora seu lado mulata e seja feliz deixando os outros também serem felizes.

silas2Pega no amerê, Malafaia!

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