Diante da possibilidade iminente de a temporada 2017 da Fórmula 1 não ter brasileiros, eis que surge uma notícia surpreendente: Felipe Massa pode (e provavalmente vai) rever a decisão de deixar a categoria e disputar mais um ano pela Williams.
Tudo começou com o (ainda mais surpreendente, para não dizer bizarro) anúncio da aposentadoria de Nico Rosberg, apenas cinco dias depois de se sagrar campeão mundial numa tensa decisão contra Lewis Hamilton.
A Mercedes foi pega, digamos, de calças arriadas, e começou imediatamente (por mais que negue) a procurar um substituto. Pascal Wehrlein foi ventilado, mas, segundo consta, Hamilton foi contra. Vallteri Bottas passou a ser a bola da vez.
Bottas tem contrato em vigor com a Williams, que, entretanto, tem motores Mercedes. Um acerto daqui, uma redução no preço dos motores ali, e o finlandês deve mesmo levar o número 77 para a equipe alemã. E onde entra Massa?
Pois bem, a Williams ficou sem nenhum piloto experiente, já que o canadense Lance Stroll, a despeito de ter feito inúmeras horas de simulador, não tem experiência em fins de semana de GP. Fora isso, a Martini precisa de algum garoto-propaganda acima de 25 anos – além de proibido por lei, um garoto de 18 anos fazer propaganda de bebidas alcóolicas é, digamos, um contra-senso…
Diante desse cenário, lá foi a Claire Williams ligar – ou passar WhatsApp, se preferirem – para o Felipe, que já tava embarcando para merecidas férias com a esposa Raffaela e o filho Felipinho.
Não sei o que eles falaram, mas a Claire, que chorou quando Massa a comunicou sobre sua aposentadoria, deve ter dito algo na linha “filho, me ajuda aqui que eu tô f……”. O Felipe, que já tava vivendo tranquilão a vida de papai coruja, balançou.
6 milhões de euros, ou quase R$ 25 milhões por um ano de contrato. Segundo se diz, deve mesmo aceitar. Se analisarmos pelo prisma (gostaram?) do que ele alegou pra deixar a F1, a volta até não se mostra absurda. Lembrem-se, ele disse que estava parando porque não havia perspectivas de um carro competitivo.
A Williams, embora tenha decepcionado em 2016, é a quinta força da categoria. Mas tudo muda em 2017, então o desempenho das equipes é uma incógnita. E aí dois fatores podem pesar a favor: a experiência de Felipe e o próprio motor Mercedes. Ou seja, uma volta não seria nada absurda levando-se em conta o argumento do próprio Felipe.
Cá entre nós, se correr em 2017, Felipe Massa não vai ter nenhuma pressão. Se ele for bem e superar Lance Stroll com regularidade, vão dizer que ele realmente ainda tinha lenha pra queimar, e se ele for superado não seria nenhum absurdo para alguém que já tinha até se aposentado e só correu pra ajudar a Williams.
Minha posição enquanto escriba é a mesma de quando ele decidiu deixar a Fórmula 1. Seja feliz, Felipe. Se não se sentir à vontade pra correr, tranquilo, seja feliz fora da F1. E se decidir continuar correndo por mais um ano, seja feliz do mesmo jeito.
Só sei que das situações mais improváveis às vezes nasce uma grande história… Vai que…
Mais bizarro que isso seria o Galvão soltar um “Rá! Pegadinha do Mallandro!”
acho que o massa coloca o stroll no lugar dele.sabino
acho que o massa coloca o stroll no lugar dele.