Na hora de tirar a última folhinha do calendário, ele deve ter ficado com pena. É bem capaz que até tenha guardado o papel. Porque em 2016 o grande nome do tênis mundial foi Andy Murray. Agora, Sir Andy Murray.
Mas o domínio do escocês nascido em Dunblane não veio desde o início de 2016. Pelo contrário. Ele começou a temporada passada como número 2 do mundo, atrás do sérvio Novak Djokovic e chegou até a perder a terceira posição para o suíço Roger Federer.
O primeiro título do ano só veio no dia 15 de maio, justamente no seu aniversário de 29 anos: vitória por 2 a 0 sobre o líder do ranking, Djokovic. Murray já havia sido derrotado em duas finais para o sérvio, no Australian Open e no Masters Mil de Madri.
Depois, foram mais oito títulos, incluindo a segunda conquista da carreira em Wimbledon, o inédito bicampeonato olímpico e o ATP Finals, torneio que reúne os 8 melhores tenista da temporada. Aqui, vale lembrar que o torneio olímpico não conta pontos para o ranking da ATP.
Se Murray brilhou na reta final da temporada, o mesmo não pode se dizer de Djokovic. O sérvio levou sete troféus em 2016, mas perdeu o fôlego no segundo semestre – abrindo espaço para que o britânico o tirasse do topo do ranking depois de 144 semanas.
Além do brilho dentro das quadras, Murray teve outros dois bons motivos para sorrir em 2016: foi pai pela primeira vez e recebeu da Rainha Elisabeth II o título de Cavaleiro Comandante da Ordem do Império Britânico “por sua atuação no tênis e na caridade”.
Aos 29 anos, ele é o britânico mais jovem da história moderna a receber o título de “Sir”. É também o primeiro tenista a receber a honraria ainda em atividade. Murray é ainda embaixador da Unicef, da WWF, da ONG Malaria No More, dentre outras.
Agora, em 2017, Murray vai ter a primeira oportunidade de começar o ano como cabeça de chave número 1. Ele participa do ATP 250 de Doha, no Catar, que abre a temporada nessa segunda. A estreia será contra o francês Jeremy Chardy, número 60 do ranking. Novak Djokovic também disputa o torneio. Mas Sir Andy Murray parece disposto a estender mais um pouquinho a boa fase de 2016…
Imagens: Getty e The Independent
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