O Palmeiras tomou um grande susto em 2014 quase voltando para a segunda divisão de onde acabara de sair.
Esse susto parece que acordou o clube que sob gestão de Paulo Nobre acabou investindo forte no futebol. Com o tempo veio a Crefisa para patrocinar com uma caixa infinita de dinheiro e assim vieram as conquistas da Copa de Brasil de 2015 e o brasileiro de 2016.
Mas não parecia o suficiente para o clube que cada vez mais investia em futebol. Montou um grande elenco em 2017, mas não ganhou nada caindo ainda nas oitavas da Libertadores, fazendo uma discreta Copa do Brasil e saindo na semi do Paulista com direito a levar 3×0 da Ponte Preta.
O ano glorioso que foi feito para ser de conquista da América acabou sendo de fracassos onde o melhor resultado foi o vice campeonato brasileiro muito atrás do campeão. Um ano confuso com três técnicos e ida e volta de Cuca, ano difícil de freguesia para o arquirrival Corinthians.
O ano de 2018 foi o de menor investimento palmeirense, mas fez investimento certo. Contratou para técnico o bom e promissor Roger Machado e contratou jogadores apenas para suas posições carentes.
Tudo bem que passou pelo baque de perder o paulista em casa novamente sendo derrotado pelo Corinthians, mas o momento é bom e parece que finalmente a máquina pode engrenar.
Vive um ano de menos oba oba que no ano passado, com menos polêmicas também. Talvez esse jeito centrado, colaborado pela maravilhosa fase do Grêmio lhe tirando dos holofotes, esteja ajudando. O Palmeiras faz uma primeira fase maravilhosa de Libertadores inclusive vencendo o Boca na Bombonera, conseguiu um belo resultado na partida de ida das oitavas da Copa do Brasil vencendo o América em Minas e é vice líder do brasileiro.
Os jogadores atuam mais próximos de sua real qualidade técnica. Jailson se revelou um goleiraço, Felipe Melo está mai calmo e Borja começou a fazer gols. A temporada palmeirense promete.
O problema é ver se finalmente alcançou estabilidade. Amanhã terá o desafio de enfrentar novamente o Corinthians e esse trauma recente. Quem quer ser campeão, fazer história tem que superar seus fantasmas.
E buscar o sonho do mundial sem fax.
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